Reprodução/Premiere
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Ramírez, do Bahia, nega acusação de racismo feita por Gerson: 'Não sei o que ele entendeu'

Em depoimento divulgado pelo clube, jogador afirma que apenas pediu para o flamenguista 'jogar rápido'

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de dezembro de 2020 | 23h29

O colombiano Indio Ramírez, do Bahia, gravou um vídeo para a TV do clube nesta segunda-feira, 21, negando a acusação de racismo feita por Gerson, do Flamengo, na partida do último domingo, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro. O jogador afirma que apenas pediu para o atleta "jogar rápido".

Durante o depoimento divulgado pelo próprio clube, Ramírez afirma que "em nenhum momento foi racista com Gerson, nem com qualquer outra pessoa". "Acontece que quando fizemos o segundo gol botamos a bola no meio do campo para sair rapidamente e disse ao Bruno Henrique: 'jogue rápido, por favor', 'vamos irmão, jogar sério'. Aí ele joga a bola para trás e o Gerson, não sei o que me fala, eu não compreendo muito o português. Não compreendi o que me disse e falei 'joga rápido, irmão'", explica.

Na sequência, o atleta do Bahia afirma que pode ter sido mal compreendido Gerson. "Não sei o que ele entendeu, o que ele ouviu. Ele jogou a bola e passou a me perseguir sem eu entender o que estava acontecendo. Dei a volta por trás porque não queria entrar em briga com ninguém e depois ele sai falando que eu falei 'cale a boca, negro' falando português quando eu realmente não falo português."

Ramiírez também ressalta que está há pouco tempo Brasil e não concorda com as acusações. "Isso não é bem visto em nenhuma parte do mundo e sabemos que todos somos iguais e em nenhum momento falei isso e menos ainda usei essa palavra", afirma.

O inquérito sobre o caso foi aberto nesta segunda-feira. Os dois atletas, além do técnico Mano Menezes e árbitro da partida, Flávio Rodrigues de Souza, foram intimados a dar depoimento presencial sobre o episódio. Gerson será o primeiro a ser ouvido na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), do Rio de Janeiro.

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