Ramon ganha a 1ª contra Atlético-MG

O armador Ramon, que esta semana moveu ação na Justiça Trabalhista contra o Atlético-MG, reivindicando o encerramento do contrato com o clube, teve nesta quarta-feira uma vitória relativa. O juiz da 14ª Vara do Trabalho em Belo Horizonte, Fábio Bonisson, determinou que o atleta possa abandonar o Alvinegro e transferir-se para outra equipe. Para isso, no entanto, ele terá de depositar em uma conta judicial, em cinco dias úteis, R$ 4,5 milhões a título de caução, até o julgamento final da ação. De acordo com o advogado de Ramon, Guilherme Cruz, o jogador, afastado do Atlético pela diretoria desde 15 de fevereiro, depois de se desentender com o técnico Levir Culpi, ficou satisfeito com o reconhecimento de seus direitos. Mas, dificilmente, poderá fazer o depósito necessário para garantir a liberdade, mesmo que temporariamente. Cruz explicou que cabe recurso à decisão do juiz e que, provavelmente, Ramon irá adotar o procedimento. O Departamento Jurídico do Atlético-MG informou que só terá uma posição sobre o caso na segunda-feira. Ramon, xingado por Culpi após queixar-se de ficar entre reservas, em um coletivo - o treinador o chamou de "QI de alface"-, tem treinado à parte, no antigo CT do Alvinegro, longe do grupo principal. Com contrato com o clube até 2004, ele se queixa que sua função principal é jogar bola, não ficar fazendo corridas e trabalhos físicos, sem perspectivas de ser aproveitado por Levir.

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