Fabrice Coffrini/AFP
Fabrice Coffrini/AFP

Ranking da Fifa vai mudar, de novo

A estratégia é abolir o atual sistema, que considera todos os resultados das seleções nos últimos quatro anos, num esforço de manter a relevância dos resultados de uma Copa.

Jamil Chade, correspondente em Moscou

10 Junho 2018 | 07h17

A Fifa vai finalmente mudar seu ranking de seleções, na esperança de tornar a classificação mais realista e confiável. Neste domingo, 10, o Conselho da entidade deve aprovar as mudanças e novos critérios, que passarão a dar mais peso aos resultados dos últimos doze meses. 

O ranking foi estabelecido por Joseph Blatter, na esperança de ajudar na definição de vagas em Eliminatórias e mesmo para criar uma competição entre as seleções. Mas, ao longo dos anos, passou por várias mudanças e gerou polêmicas com resultados questionáveis.  Ao assumir a presidência da Fifa em 2016, Gianni Infantino deixou claro que a classificação teria de mudar.

Agora, a estratégia é abolir o atual sistema, que considera todos os resultados das seleções nos últimos quatro anos, num esforço de manter a relevância dos resultados de uma Copa.

Mas, pelo novo modelo, isso acabaria. Apenas os resultados dos últimos doze meses contarão. Na prática, uma seleção que vença a Copa América de 2019 ou a Eurocopa de 2020não levará consigo os pontos no ranking até 2022, ano do Mundial do Catar.

Para a definição dos cabeças de chave para a Copa de 2022, portanto, pesará o resultado das Eliminatórias do ano anterior. A esperança da Fifa é de que isso acabe dando um valor maior às partidas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.