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Raphael Claus se ajoelha diante dos mandos do VAR na partida do Flamengo com o Inter

Árbitro atrapalha jogo decisivo no Maracanã ao expulsar Rodinei

Robson Morelli, O Estado de S.Paulo

21 de fevereiro de 2021 | 19h13

Mais uma vez a arbitragem rouba a cena em uma partida de futebol no Brasil – não bastasse na rodada anterior o VAR ter dado ‘branco’ numa partida do Internacional, então líder do Brasileirão, o que já não é mais porque perdeu para o Flamengo no Rio por 2 a 1 neste domingo. Neste jogo no Maracanã, Rodinei foi expulso aos 3 minutos do segundo tempo, quando o jogo estava 1 a 1. Ele pisou no pé de Filipe Luís numa jogada casual e que não daria em nada. Não havia também maldade no gesto. O árbitro Raphael Claus, de São Paulo, no entanto, foi chamado pelos senhores do VAR e expulsou o jogador da equipe gaúcha, subserviente que são todos os árbitros quando acionados pelo vídeo.

Isso mudou o jogo, os ânimos em campo e estragou o que seria a melhor partida do Brasileirão. Ou uma delas.

O próprio Filipe Luís, a vítima de Rodinei, balançou a cabeça negativamente, como quem não aprovasse a decisão, quando Claus deu vermelho para seu algoz. Jogadores dos dois lados acharam a decisão errada. Ora, se os próprios atletas envolvidos na partida desaprovaram o cartão, quem somos nós para ir contra. Era para amarelo.

As imagens vão ser vistas e revistas de todos os lados para tentar explicar o abuso. Os flamenguistas não têm culpa de nada nem devem ser envolvidos na atitude de Claus e dos seus “chefes” da arbitragem, todos farinha do mesmo saco. De nada adianta pedir desculpas ou assumir o erro nesta manhã se o jogo não for anulado, o que não vai acontecer nem por decreto. Vão aparecer aqueles ainda a defender que a expulsão aconteceu quando a partida estava empatada. Portanto, sem merecimento direto na derrota do Inter e na vitória do Flamengo. Por favor, não me venham com essa também. O VAR teria a missão de acabar com as polêmicas. No Brasil, é ele quem as provoca.

Quando duas equipes se equivalem em campo, um jogador a menos desequilibra a disputa. Foi o que aconteceu no Rio. O Flamengo partiu para cima do Inter com toda as suas armas e qualidades, esperando a hora para marcar.

O Inter, além de ter de correr mais e abrir mão do ataque, ainda entrou em parafuso com a decisão errada da arbitragem. Os nervos vão à flor da pele. Diretores do Inter, como o vice-presidente João Patrício Hermann, disseram que o time foi “prejudicado de forma absurda”. Acusou cartolas do Flamengo de tentar manipular o VAR. São denúncias graves que devem ser comprovadas na Justiça Esportiva.

Raphael Claus não teve coragem de dizer “não” ao chamamento do VAR. No lance de campo, não viu nada. Quando voltou da cabine, gesto característico, tirou o vermelho do bolso.

O VAR não sugere. O VAR ordena que o árbitro veja as imagens e mude sua decisão. O recado é claro. Isso só acontece porque os árbitros brasileiros não têm personalidade e dependem do dinheiro de cada partida. Portanto, eles não vão nunca contra o chefe. Na maioria das vezes, não sabem o que estão fazendo. Mudam de conduta a cada jornada. Não têm critérios claros e temem a “geladeira”. Não vou nem me referir aos bandeirinhas porque esses perderam totalmente o respeito. O que eles marcam, quando marcam, são revistos e alterados sem dar explicações. Eles não vão sequer às cabines. O juiz é avisado do erro e muda a decisão.

Claus tem a prerrogativa de tomar ele a decisão de apitar ou não apitar um lance capital, de dar ou não dar o vermelho para um atleta, de marcar ou não um pênalti. Mas é, como todos os outros, influenciado pela ‘turma do salgadinho’ na sala das câmeras. Tenho dúvidas se esses caras do VAR são sérios, como é sério um jogo de futebol no Brasil.

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