Cesar Greco/SE Palmeiras
Cesar Greco/SE Palmeiras

Torcedor em campo, Veiga sonha com bi da Libertadores: ‘Queremos eternizar nosso nome no Palmeiras’

Uma das principais referências do time paulista, meio-campista de 26 anos projeta final 'difícil' contra o Flamengo, comenta crescimento após a chegada de Abel Ferreira e vislumbra oportunidade na seleção brasileira

Entrevista com

Raphael Veiga, jogador do Palmeiras

Redação, AFP

25 de novembro de 2021 | 10h26

Responsável pela criação ofensiva do Palmeiras, Raphael Veiga vive grande fase com a camisa da equipe alviverde, sendo um dos protagonistas na temporada, marcando gols ou contribuindo com assistências. O meio-campista de 26 anos é uma das esperanças do clube paulista na final da Libertadores contra o Flamengo, e o jogador sabe o que o motiva para se tornar bicampeão da América: entrar para a história do clube e ter uma chance no time de Tite. 

"O Palmeiras nunca conquistou duas Libertadores seguidas. Já estamos na história do clube, mas ser bicampeão da Libertadores, além de entrar nesta história do futebol, tem um peso muito grande", afirmou Veiga à AFP

Caso vença o rubro-negro carioca, o Palmeiras se tornará o primeiro time a ganhar o torneio principal de clubes da América duas vezes consecutivas desde que o Boca Juniors do técnico Carlos Bianchi conquistou os troféus em 2000 e 2001. "Conversamos e brincamos no vestiário sobre a "glória eterna" e a eternização dos nossos nomes na parede do clube", diz Veiga. 

Sem chances de vencer o Brasileirão, os paulistas apostam na defesa do título conquistado na última edição, quando derrotaram o Santos no Maracanã, para levantar a terceira taça da Libertadores da história do clube, depois das conquistas de 1999 e 2020. Para isso, contam com o apoiador, responsável por quatro gols e duas assistências no time de Abel Ferreira na disputa deste ano. Apontada como uma equipe pragmática e de resultados, o time do treinador português, contudo, é questionado por torcedores e jornalistas por sua pouca vocação ofensiva. Confira a entrevista de Raphael Veiga.

Ser torcedor do Palmeiras é uma responsabilidade a mais pelo título?

Tenho o privilégio de poder jogar no time que cresci acompanhando, apoiando. Minha forma de retribuir por tudo que vivo é dando o meu melhor em campo, pois quero sempre que o Palmeiras esteja por cima.

Desde que Abel chegou em novembro de 2020, você se tornou um jogador-chave. O que os portugueses contribuíram para o seu desenvolvimento?

Desde que ele chegou, me deu muita confiança. Quando cheguei ao Palmeiras, em 2017, não joguei muito. O Abel me ajudou muito na tática, no posicionamento dentro de campo, acho que tudo contribuiu para chegar ao nível que estou, que é muito bom.

Você é um bom cobrador de pênaltis: 15 gols marcados no mesmo número de chutes com os paulistas. Como você se tornou um especialista?

Para me tornar um especialista, tinha de errar o primeiro pênalti que bati (quando fui emprestado ao Atlético Paranaense, em julho de 2018). Depois disso, comecei a treinar, procuro praticar e cobrar em várias posições no gol, não só da mesma forma, mas sem mudar a posição do corpo. Amadureci muito e acho que ajuda saber administrar a pressão, porque a penalidade é muito psicológica.

Com o jogo de sábado, o Palmeiras terá disputado seis finais em 2021. Até o momento venceu apenas duas (Libertadores e Copa do Brasil). O que você aprendeu com essas derrotas?

Essa finais que não vencemos trouxeram maturidade e aprendizado do que não fazer, o que não repetir e lembrar dessas coisas. Também trouxeram a sensação de quando você ganha. Isso nos motiva para a final contra o Flamengo.

Muitos criticam o jogo do Palmeiras. Você acha que essas críticas são justas?

O Abel é muito inteligente, ele sabe ler muito bem os momentos do jogo. Ele entende como o adversário joga e qual o estilo que mais lhe convém para vencê-lo. Ele entende que o caminho a seguir não é apenas para tocar lindamente, mas eficientemente.

Há quem diga que o Flamengo é o favorito...

Falar em favoritismo é muito difícil porque é uma final de um jogo só, em campo neutro, com dois times muito bons, vencedores. Sei que muita gente dá o Flamengo como favorito, mas acho que vai ser um jogo muito difícil.

Um ano para a Copa do Mundo no Catar seu nome circula no Brasil para reforçar a seleção...

Sim, tenho muita vontade de jogar pela seleção brasileira, de jogar a Copa do Mundo, mas sei que o que vai me permitir realizar esse sonho é o meu presente. Quando no presente faço tudo que está dentro do meu alcance, as coisas acabam sendo canalizadas naturalmente.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.