Shwan Thew / EFE
Shwan Thew / EFE

Rapinoe se encontra com Biden em dia que marca luta por salários iguais

Após discursar para o Congresso dos Estados Unidos, jogadora esteve na Casa Branca ao lado de colega da seleção feminina do país

Reuters, O Estado de S.Paulo

24 de março de 2021 | 19h43

Megan Rapinoe, estrela da seleção de futebol dos EUA, mais uma vez exigiu igualdade salarial entre mulheres e homens. Desta vez, ela levou o tema ao Congresso americano, em discurso no Equal Pay Day, data que marca a luta por igualdade salarial. Posteriormente, a jogadora e sua colega Margaret Purce se encontraram com o presidente norte-americano, Joe Biden, e a primeira-dama, Jill Biden, onde Rapinoe discursou mais uma vez e presenciaram o mandatário assinar um ato reconhecendo a existência do dia e prevendo futuras medidas para acabar com a desigualdade entre homens e mulheres.

A jogadora afirmou ao Comitê de Supervisão e Reforma da Câmara dos Representantes que ela e suas companheiras têm conquistas maiores do que as da seleção masculina, mas que suas compensações financeiras e condições de trabalho são inferiores. Há dois anos, Megan e as outras jogadoras da seleção processaram a federação de futebol dos EUA por discriminação de gênero.

"Não há status, realizações ou poder para nos proteger das garras da desigualdade", afirmou Rapinoe em seu testemunho escrito para o Equal Pay Day. "A seleção de futebol feminino venceu quatro Copas do Mundo e quatro medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos para os EUA. Nós lotamos estádios, quebramos recordes de audiência e vendemos camisetas, todas as métricas populares pelas quais somos julgadas."

A federação de futebol dos EUA que, em 2019, defendeu que a seleção feminina foi melhor recompensada do que a masculina ao longo da última década, afirmou aplaudir a posição de Rapinoe como uma "campeã da igualdade salarial".

"A minha esperança é que as jogadoras aceitarão o nosso convite para nos reunirmos e encontrarmos um caminho que sirva à seleção feminina agora e no futuro", disse Cindy Parlow Cone, presidente da federação de futebol dos EUA, em um comunicado. "Estamos comprometidos com a igualdade salarial".

A seleção de futebol dos EUA processou a federação em 2019, alegando discriminação de gênero em um processo que continha demandas sobre salários e condições de trabalho. A campanha fez barulho já que, no mesmo ano, as jogadoras venceram a Copa do Mundo na França, o que lhes deu também o apoio da torcida em seu pleito. No dia da final do torneio, torcedores que acompanhavam o jogo cantavam "Equal Pay".

Em maio de 2020, uma corte distrital da Califórnia negou o pedido. As jogadoras e a federação americana chegaram a um acordo em dezembro sobre as condições de trabalho, o que abre caminho para futuras negociações sobre salários.

"Nós trabalhamos o mesmo, treinamos o mesmo. Competimos para trazer troféus para os EUA, medalhas de ouro", disse Rapinoe, que, em 2019, foi eleita a melhor jogadora da Copa do Mundo e também a melhor jogadora da final do mesmo torneio. Naquele ano, ela também ficou com o  venceu a bota e a bola de outro em 2019, mesmo ano em que venceu o Ballon d'Or, dado pela revista francesa "France Football" e a o prêmio de esportista do ano da revista "Sports Illustrated".

Megan Rapinoe e outras jogadoras da seleção de futebol dos EUA devem se encontrar nesta quarta (24) com o presidente Joe Biden, em um evento para marcar o dia da igualdade salarial.

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