Raúl e Ronaldo podem se reencontrar em liga menor dos EUA

Fenômeno comprou time na Flórida e espanhol vai jogar no Cosmos

Raphael Ramos e Renan Fernandes, O Estado de S.Paulo

06 Março 2015 | 07h03

Um confronto entre os ex-galácticos Ronaldo e Raúl. É isso que promete a North American Soccer League (NASL) para fazer frente à MLS (Major League Soccer) e se reerguer depois de um hiato de 27 anos, que terminou em 2011.

Considerada a segunda maior liga de futebol dos Estados Unidos, a NASL conta com apenas 11 equipes, dentre elas o New York Cosmos, que contratou o ídolo espanhol do Real Madrid, e o Fort Lauderdale Strikers, franquia com sede na Flórida adquirida pelo Fenômeno, que já declarou que pode abandonar a aposentadoria para jogar a fase final da competição.

Atuando desde 2013 no Cosmos, o volante Marcos Senna, ex-Corinthians, explica que a liga vive um processo constante de crescimento. "O nível está melhorando a cada ano. A NASL contrata mais medalhões, mas quando enfrentamos equipes da MLS costumam dar bons jogos", conta o brasileiro naturalizado espanhol, vencedor da Eurocopa de 2008.

Campeão da NASL logo em sua primeira temporada, o meio-campista comemora reviver parceria com Raúl. "A chegada dele está sendo positivo em todos os aspectos. Em menos de um mês ele está acrescentando qualidade dentro de campo e fez com que a torcida e a imprensa passassem a acompanhar mais o Cosmos."

Lançada em 1968, a NASL teve campeonatos regulares até 1984. Nesse período, os torneios organizados pela liga tiveram grande popularidade nos Estados Unidos, principalmente após a chegada de Pelé ao time de Nova York, em 1975. Mas a aposentadoria do Rei do Futebol e a baixa audiência dos jogos nas transmissões televisivas forçaram seu fim.

O término da liga também marcou a extinção do Cosmos, que retornou aos jogos oficiais em 2013. "A ideia do clube quando voltou era entrar na MLS de cara, mas ao mesmo tempo existia a ideia de ter os pés no chão e ir crescendo. Também houve uma divergência nos bastidores, sobre as taxas que o clube teria de pegar e em relação ao acordo televisivo, que beneficiava mais a Liga e menos as equipes", conta o ex-jogador do Corinthians e do Villarreal.

Apesar do futebol ser uma grande atração nos Estados Unidos, Marcos Senna garante que o clima dentro e fora de campo em pouco lembra a pressão vivida no auge de sua carreira nos grandes torneios da Europa. "O pessoal vai ao campo para se divertir. Isso também acaba dando mais tranquilidade para os jogadores, sem deixar de lado o profissionalismo, é claro."

A NASL estreia apenas em abril e terá como novidades os brasileiros Ibson, que fechou com o Minessota Kickers, e Léo Moura, reforço do Fort Lauderdale Strikers.

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