Reação de chilenos à gripe suína incomoda atletas do Chivas

VINÃ DEL MAR, Chile - Os jogadores do Chivas, do México, que nesta quarta-feira enfrentam o Everton pela Copa Libertadores, se disseram incomodados com a reação das pessoas que encontraram nas ruas da cidade chilena de Viña del Mar, que taparam a boca com medo de contrair gripe suína.

29 de abril de 2009 | 18h46

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"Fizeram com que nos sentíssemos mal, já que quando fomos ao centro comercial todos que estavam lá taparam a boca quando nos viram passar", disse o meia Gonzalo Pineda.

"Não queriam se aproximar da gente. Passavam de lado ou diziam 'aí vêm os mexicanos, vão nos infectar'. Fizeram com que nos sentíssemos como leprosos e acho que não é para tanto", completou Pineda, em declarações publicadas pelo diário Las Últimas Noticias.

Pineda lembrou que o elenco é formado por "jogadores de alto rendimento" e que todos passaram por testes para prevenir que não entrassem no Chile com o vírus da gripe suína.

"As pessoas no centro comercial saíam da nossa frente, tapavam a boca e riam um pouco. Porém, sabíamos que podia haver essa situação", relatou o zagueiro Héctor Reynoso ao site do clube mexicano.

Uma situação parecida foi vivida pelo técnico do Chivas, Francisco Ramírez, quando fez um passeio e os habitantes de Viña del Mar identificaram a bandeira mexicana em suas roupas.

"Não é nada agradável. As pessoas fizeram gestos tapando a boca, como faz todo mundo no México", afirmou Ramírez, que destacou, no entanto, que é "uma forma de se manifestar e é preciso respeitá-la".

Everton e Chivas disputam nesta quarta a segunda vaga para as oitavas de final da Copa Libertadores do Grupo 6.

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