Real e Barcelona, sempre caminhos cruzados

Real Madrid e Barcelona, os dois maiores rivais da Espanha, fecham o ano em situação distinta. O time de Roberto Carlos e Ronaldo lidera o torneio nacional e já planeja giro internacional milionário em 2004. A equipe de Ronaldinho Gaúcho está em posição intermediária e convive com ameaça de crise e a possibilidade de demissão do técnico Frank Rijkaard.O Real não tem do que se queixar. Dentro de campo, seus astros brasileiros, assim como Figo, Raúl, Zidane, Beckham, se entendem cada vez mais e tornam o clube favorito à conquista de títulos. Fora, a diretoria procura organizar a série de convites que recebe para apresentações internacionais, na arrancada da temporada de 2004-05, em agosto. A estratégia de conquistar o mercado asiático continua a todo vapor. No meio da semana, falou-se na possibilidade de o Real levar sua trupe para o Bahrein, no Oriente Médio. Por uma apresentação os espanhóis receberiam US$ 12,4 milhões, quantia inimaginável para um time de futebol. Além disso, já estariam fechados acordos para jogos em Xangai, Pequim e Tóquio, em roteiro semelhante a aquele seguido na pré-temporada para 2003-04. Seul reclama a presença dos ?galácticos? e se estuda a alternativa de duas partidas nos Estados Unidos.Ofertas de fazer inveja a qualquer um - especialmente ao Barcelona. O clube catalão há algumas temporadas perdeu o rumo e não consegue se acertar. Para complicar, as coisas não andam bem, tanto do ponto de vista econômico como técnico. A diretoria que assumiu no meio do ano ainda tem dívidas para pagar.Além disso, apostou em Rijkaard para reerguer o time, depois do fiasco com Louis Van Gaal. Parece que os holandeses, no entanto, esgotaram sua quota de qualidade. O ex-zagueiro ainda não caiu no gosto de sócios e conselheiros e os resultados custam a aparecer. "Pressão sempre existe em um clube como o Barcelona", diz o treinador, que afasta possibilidade de jogar a toalha. O problema está em saber quanto tempo vai durar seu prestígio. O humor no Barcelona diminui à medida que o Real colhe sucesso.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.