Real e Olimpia decidem qual é o melhor

Real Madrid e Olimpia decidem, nesta segunda-feira, o título da 41ª edição do confronto entre Europa e América do Sul. A taça equivale ao Mundial Interclubes, desde 1980 é bancada por patrocinadores japoneses e perambulou pelos dois grandes continentes de forma equilibrada. Os europeus fizeram a festa em 19 ocasiões, enquanto os sul-americanos levaram a melhor em 21 oportunidades. O jogo será mostrado ao vivo pela ESPN/Brasil, a partir das 8 da manhã ? 19, no horário local. O Real vai em busca do troféu pela quinta vez ? até agora, ganhou em 1960, na primeira edição (0 a 0 e 5 a 1 sobre o Peñarol), e em 98 (2 a 1 no Vasco), mas perdeu em 66 (2 a 0 e 2 a 0 para o Peñarol) e em 2000 (2 a 1 para o Boca Juniors). O Olimpia se deu bem em 79 (1 a 0 e 2 a 1 no Malmoe, na última ocasião em que o duelo era em ida e volta) e caiu em 90, com 3 a 0 diante do Milan de Gullit e Van Basten. O Olimpia aposta na tática da humildade para surpreender o rival milionário. O treinador Neri Pumpido, antigo titular da seleção da Argentina, promete compensar a ausência de astros com empenho total. ?Não temos as estrelas nem o favoritismo do nosso adversário?, ponderou. ?Mas lutaremos por vitória do primeiro ao último minuto.? Os paraguaios não deixaram muito boa impressão, ao perder por 3 a 1 o jogo-treino com o Yokohama, da Segunda Divisão do Japão. O Real Madrid entra em campo, de branco (conforme o sorteio) e com sua constelação. Roberto Carlos, Figo, Zidane, Raúl, Ronaldo têm presença confirmada. Só fica fora o capitão Fernando Hierro, que se recupera de contusão. ?Tentaremos vencer, porque esse é o desejo de nossos dirigentes, dos torcedores, dos jogadores e meu?, garantiu o técnico Vicente del Bosque, que já comandava o time na partida com o Boca. O campo pelo menos traz boas recordações para Roberto Carlos e Ronaldo. Em 30 de junho, ambos festejaram em Yokohama ? novo local do tira-teima ? o pentacampeonato Mundial do Brasil. O atacante conseguiu afastar, com os gols na vitória por 2 a 0 sobre a Alemanha, os fantasmas que o atormentavam desde a malfadada final contra a França, em 1998, quando teve problema de saúda horas antes do jogo. Agora, será a primeira chance de conquistar um título que lhe falta. A previsão do tempo indica frio, mas sem neve, e os ingressos estão esgotados. O regulamento do duelo Europa-América prevê prorrogação, se houver empate no tempo normal. Se a igualdade persistir, haverá cobrança de pênaltis.

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