Real espera para ver evolução da sentença do 'caso Webster'

Resolução do TAS sobre rescisão contratual de jogador escocês pode abalar transferências européias

05 de fevereiro de 2008 | 17h05

O Real Madrid se mantém na expectativa das conseqüências da sentença do chamado 'caso Webster', pelo qual os jogadores que não têm cláusula de rescisão de contrato podem romper seus compromissos unilateralmente, desde que restituam a seus clubes a quantia que estes deviam lhe pagar até o fim de seus contratos.  O Tribunal de Arbitragem de Lausanne (TAS) decretou, em 30 de janeiro, que o zagueiro escocês Andy Webster teria que pagar ao Hearts, da Escócia, 150 mil libras esterlinas (cerca de 220 mil euros), para rescindir seu contrato com o clube.  A Fifa e a Uefa se mostraram insatisfeitas com esta sentença, que poderia afetar consideravelmente a transferência de jogadores sem cláusula de rescisão que estão fora dos chamados 'períodos de proteção' (mais de três anos em seu clube origem, ou dois, no caso de maiores de 28 anos).  Esta situação afetaria, sobretudo, a Inglaterra e a Itália, onde não há estas cláusulas e é a Fifa que deve fixar a indenização para a rescisão de contratos. Desta forma, a nova jurisprudência baratearia consideravelmente a contratação de estrelas desses campeonatos.  O Real Madrid se mostra cauteloso a esse respeito, e espera para ver quais serão os próximos passos da Fifa e da Uefa, segundo indicou à EFE Predrag Mijatovic, diretor esportivo do clube.  "Vamos ver como isso vai transcorrer. Há uma sentença que é propícia, mas isso pode prejudicar muito os clubes menores, que têm bons jogadores. Para nós, é claro que pode ser interessante, mas antes de dizer qualquer coisa é preciso ver o que vai acontecer, porque a FIFA e a Uefa estão um pouco assustadas", disse.

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