Andres Kudacki/AP
Andres Kudacki/AP

Real Madrid e Barcelona abrem série de clássicos com empate pelo Espanhol

No Santiago Bernabéu, rivais ficam no 1 a 1 e próximo desafio será pela Copa do Rei

DEMÉTRIO VECCHIOLI, Agência Estado

16 de abril de 2011 | 19h05

SÃO PAULO - O primeiro dos quatro clássicos em sequência entre os dois melhores times da atualidade acabou decidido em dois pênaltis: um claro sobre Villa, um duvidoso em cima de Marcelo. Messi e Cristiano Ronaldo marcaram. No Santiago Bernabéu, neste sábado, pelo Espanhol, Barcelona e Real Madrid empataram em 1 a 1 em um clássico que serviu como ótimo aperitivo para as decisões que vêm na sequência. Na quarta, os dois times se enfrentam na decisão da Copa do Rei. Depois, jogam mais duas vezes pelas semifinais da Liga dos Campeões

O Barcelona segue em vantagem na ponta do Campeonato Espanhol, com 85 pontos, contra 77 do Real Madrid. A seis rodadas do final do Espanhol, só uma tragédia tira o título da mão dos catalães, uma vez que eles só deixaram de conquistar nove pontos no torneio - mesma distância que precisa ser tirada pelo Real.

Se perdeu dois jogadores para o jogo de quarta-feira, na decisão da Copa do Rei - Albiol, expulso, e Arbeloa, suspenso por acúmulo de amarelos, não poderão jogar em Valencia -, o Real Madrid ganhou moral para o próximo clássico. Afinal, empatou o jogo apesar de ter um jogador a menos.

Já o Barcelona perdeu a chance de chegar à sua sexta vitória seguida sobre o maior rival, o que configuraria um recorde. Ao arriscar escalar Puyol desde o começo, acabou vendo o jogador deixar o campo com dores musculares no segundo tempo e virar dúvida para os clássicos dos próximos três meios de semana.

O clássico. Bastava analisar a escalação dos dois times para ver que cada um via o jogo de uma forma diferente. Guardiola não teve medo de escalar Puyol, voltando de lesão após três meses, nem de mandar o time a campo com três atacantes: Pedro, Messi e Villa. No Real Madrid, Pepe foi improvisado como volante para marcar - e apenas marcar.

Mantendo seu padrão de jogo, o Barcelona começou a partida mantendo a posse de bola em níveis extraordinários quando se considera o alto nível do rival - chegou a ter a bola em 83% do tempo. Mas foi o Real que levou perigo pela primeira vez, aos 9 minutos, em falta cobrada com efeito por Cristiano Ronaldo. Valdés fez defesa segura.

Aos 18 minutos, Messi teve a primeira boa oportunidade para o Barcelona. Ele recebeu pela direita da área, ajeitou de cabeça e, ao sair na cara de Casillas, tentou o lençol. O goleiro do Real Madrid não caiu e defendeu com tranquilidade pelo alto.

Mais tarde, aos 25, o mesmo Casillas não mostrou a mesma serenidade. Villa chegava à linha de fundo com a bola nos pés, o goleiro saiu para fazer o corte, passou da bola e se chocou com o atacante, que sofreria o pênalti, mas dobrou os joelhos antes da falta. O árbitro Muñíz Fernández entendeu que Villa se jogou, marcou infração para o Real e ainda amarelou o atacante.

Conforme o tempo ia passando, o Real Madrid ia impondo também a sua forma de jogar. Pela esquerda, Di Maria barrava Dani Alves. Pepe tentava travar a chegada de Iniesta e Xavi. Quando chegou perto de marcar, o time da casa parou em Adriano.

Primeiro o brasileiro deu um bote providencial, no meio da área, no momento em que Cristiano Ronaldo chutaria a gol cara a cara com Valdés. Depois, aos 44, Adriano tirou em cima da linha um cabeceio do mesmo português já de dentro da pequena área.

O segundo tempo começou tão bom quanto o primeiro. Logo com três minutos, Cristiano Ronaldo bateu falta com categoria e carimbou a trave direita do Barcelona. Em seguida, porém, viria o primeiro gol. Albiol fez de tudo para agarrar Villa na área. Pênalti claro e expulsão do zagueiro. Messi bateu no meio e fez o seu primeiro gol contra uma equipe comandada por José Mourinho, o 49ª dele na temporada em 47 jogos.

Com um jogador a menos, o Real teve que mexer. Saiu Benzema e entrou Özil. Pepe foi para a zaga e o alemão completou o meio-campo. Em vantagem numérica, o Barcelona seguiu tentando ampliar o marcador e, aos 16, acertou a trave de Casillas em chute muito bonito de Xavi, que deixou o goleiro sem ação.

O que parecia óbvio - o Barcelona ter ainda mais posse de bola - não aconteceu. Mourinho trocou Di María e Xabi Alonso por Arbeloa e Adebayor e o Real Madrid passou a mandar no jogo. Guardiola não mexeu na estrutura da equipe: Pedro por Afellay, Adriano por Maxwell.

Chance para o Real Madrid conseguir o empate. Marcelo invadiu a área e Daniel Alves deu um carrinho por trás. Não acertou a bola e o brasileiro do Real caiu. Razão para mais um pênalti ser marcado. Cristiano Ronaldo bateu com muita categoria e deixou tudo igual aos 37 minutos.

Valencia vai bem. Logo abaixo de Barcelona e Real Madrid está o Valencia, que fica a apenas uma vitória de confirmar sua classificação à Liga dos Campeões da próxima temporada. Neste sábado, a equipe alvinegra venceu o lanterna Almería por 3 a 0 e abriu 17 pontos sobre o Sevilla, o primeiro time fora da zona de classificação à principal competição europeia.

Soldado, Stankevicius e Alba marcaram os gols da vitória do Valencia, que deixa o time com 63 pontos. Na pior das hipóteses, o clube de Valência fecha esta 32.ª rodada com 15 de folga sobre o quinto colocado e só 18 estarão em jogo até o fim da competição. O Almería precisa de sete para deixar a zona de rebaixamento.

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