Alex Domanski/Reuters
Alex Domanski/Reuters

Real Madrid monta estratégia para fazer a torcida perdoar Neymar

Ele elogiou o Barça e declarações não foram bem recebidas na capital espanhola

Luís Augusto Monaco , Jornal da Tarde

11 de agosto de 2011 | 23h25

SÃO PAULO - Uma tropa de elite convocada pelo presidente do Real Madrid está na Espanha para ajudar no combate ao incêndio provocado pelas declarações elogiosas ao Barcelona feitas por Neymar em entrevista ao site da Fifa. O empresário Wagner Ribeiro, Neymar pai e Ronaldo Fenômeno estarão empenhados nos próximos dias na tarefa de acalmar os torcedores do Real e limpar a imagem do garoto.

O pai e o agente de Neymar foram ontem de Stuttgart para Madri, e Ronaldo, que está curtindo o sol e o mar em Ibiza, desembarcará nesta sexta-feira ou sábado na capital - assim como Florentino Perez, o presidente do clube, que está descansando em Mallorca a bordo do seu iate. Todos se encontrarão no fim de semana - o trio foi convidado pela diretoria do Real para ver o jogo de domingo contra o Barcelona no Santiago Bernabéu.

A 'operação limpeza' da imagem de Neymar começou ainda na Alemanha. A entrevista exclusiva que ele deu ao jornal esportivo Marca para falar bem do Real foi encomendada pelo clube, e o encontro do jogador com o jornalista foi arrumado por Wagner Ribeiro.

A manchete do jornal no dia seguinte foi a seguinte frase de Neymar: "O Real Madrid é um timaço". E na capa desta quinta, sob uma foto do garoto, havia este título: "O sinal que esperávamos". A matéria dizia que a entrevista havia deixado satisfeitos os dirigentes do Real.

O que se comenta nos corredores do Real Madrid é que desta sexta até domingo o clube plantará outras matérias positivas sobre o atacante. E que na coletiva que dará antes do jogo de domingo o técnico José Mourinho ajudará a colocar água na fervura quando o assunto for Neymar.

O papel de Ronaldo em Madri será ajudar a convencer os torcedores e sócios do Real Madrid de que Neymar só falou o que falou sobre o Barça porque a pergunta era sobre o possível jogo com o Santos no Mundial.

O pai e o procurador de Neymar estão "blindados" pela diretoria do Real, que não quer que eles deem entrevistas sobre o futuro do garoto. Ambos foram instalados num andar privativo de um hotel e só se locomovem pela cidade com um motorista contratado pelo clube. Florentino Perez não tem dado entrevistas, mas nos contatos "em off" com jornalistas diz que não liga para o que dizem Neymar, seu procurador e os dirigentes do Santos por ter a certeza de que o garoto vestirá a camisa merengue em janeiro.

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