'Rebeldes' não conseguem mudar o Estatuto do Clube dos 13

Propostas de São Paulo, Botafogo, Flamengo, Atlético-MG e Cruzeiro são rejeitadas e 'racha' é consumado

17 de outubro de 2007 | 13h56

Atlético-MG, Cruzeiro, Botafogo, Flamengo e São Paulo tentaram, mas fracassaram na tentativa de mudar o Estatuto do Clube dos 13, na noite desta terça-feira, em Assembléia Geral da organização. Além de não conseguirem mudar o Estatuto, os dirigentes dos clubes simplesmente deixaram a reunião, seguindo o exemplo do presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, criando um 'racha' na entidade que, para tais clubes, virou uma "ditadura" sob o comando de Fábio Koff, ex-presidente do Grêmio.   Os cinco clubes queriam modificar a estrutura de ação administrativa do Clube dos 13. A intenção era a criação de um conselho de administração, comandado por oito pessoas. Elas seriam encarregadas de escolher o presidente da entidade, assim como apontar os diretores. Hoje, a Assembléia Geral escolhe o presidente, que indica seus assessores, que são quatro. Em contrapartida, existe um conselho consultivo - formado pelos presidentes fundadores e ex-presidentes da entidade -, que monitora as ações do presidente do Clube dos 13.   Tal mudança no Estatuto do Clube dos 13 é vista como uma maneira dos cinco clubes "rebeldes" obterem poderes de decisão, assim como escolher um presidente de seu agrado. Desta forma, Fluminense, Vasco, Corinthians, Palmeiras, Santos, Guarani, Portuguesa, Grêmio, Internacional, Goiás, Atlético-PR, Coritiba, Bahia, Vitória e Sport votaram contra a idéia.   Dirigentes de Flamengo e São Paulo rechaçam esta idéia ao dizerem que a intenção é justamente a oposta: dar poder de decisão aos clubes, já que a atual diretoria do Clube dos 13 estaria, a principio, ultrapassada, preocupada apenas com as cotas de transmissão de jogos ao invés de se preocupar com a reestruturação do futebol nacional.   O racha no Clube dos 13 tem um fundamento básico: a cotas de TV distribuídas aos clubes. Os "rebeldes" acreditam que as atuais faixas de distribuição do dinheiro dado pela TV Globo para a transmissão dos campeonatos não está correta. Já a atual diretoria acredita na sua divisão de cotas, que é apoiada pela maioria, principalmente pelos clubes não fundadores, que seriam os mais prejudicados se houvesse uma modificação em tal questão.   Peso igual   Sem contar com os dissidentes, a Assembléia Geral aprovou a mudança no peso dos votos. Agora, o voto dos clubes convidados têm o mesmo peso dos clubes fundadores (peso 3), dando mais força para Fábio Koff, que deve se reeleger no dia 6 de novembro. O tempo de mandato de presidente do Clube dos 13 é de três anos.

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