Andre Dusek/Estadão
Andre Dusek/Estadão

Rebelo defende gastos públicos na Copa: 'Houve muito investimento privado'

Ministro dos Esportes culpa imprensa por críticas aos investimentos do governo federal no Mundial

O Estado de S. Paulo

15 de abril de 2014 | 23h56

BRÁSILIA - Muito criticados durante as manifestações de julho do ano passado, os gastos públicos com a Copa do Mundo foram defendidos pelo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, nesta terça-feira. Durante audiência pública da Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados, ele minimizou os investimentos federais (R$ 5,6 bilhões investidos diretamente pelo Governo, segundo dados do Portal da Transparência) e comparou o orçamento do Esporte com o de outros ministérios.

"Há aqueles que comparam investimentos da Copa com Saúde e Educação, como se houvesse desvio de recursos. Isso não resiste ao menor cotejamento estatístico. O orçamento todo do Ministério do Esporte é menos de 1% do orçamento de saúde e educação", disse o ministro.

Segundo Rebelo, os gastos do governo com o Mundial de Futebol se resumem a empréstimos de até R$ 400 milhões por estádio e, mesmo assim, alguns não utilizaram da vantagem de forma total. Ele afirmou que cidades como Brasília não utilizaram nada, Curitiba tomou metade e Porto Alegre um pouco mais que isso. Quanto à renúncia fiscal, novamente utilizou o recurso de comparar outros setores com gastos maiores.

"De fato para a aquisição de matéria prima para os estádios, há uma renúncia fiscal de aproximadamente R$ 600 milhões. Quase nada perto dos R$ 27 bilhões de renúncia fiscal para a indústria automobilística. E menos do que os R$ 200 bilhões para pagamento de juros da dívida pública do Brasil. Não é a Copa do Mundo um grande destino de investimentos públicos ou de renúncia fiscal. É muito pouco. Houve muito investimento privado", explicou.

CRÍTICAS

Para o Ministro dos Esportes, o principal responsável pelas críticas feitas aos gastos da Copa não é a população, mas sim a imprensa, que tentaria organizar um movimento de oposição. "Não há nenhuma força social relevante contra a Copa. Não conheço uma partido, uma central sindical, uma confissão religiosa. O que há mesmo é uma parte da imprensa tentando organizar esse movimento. Mas acredito que não terá sucesso", afirmou.

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