Rebelo quer corruptos fora do futebol

O deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB), que presidiu a CPI do Futebol na Câmara Federal, voltou a acusar empresários e dirigentes em encontro, nesta segunda-feira à tarde, em Campinas com a presença de políticos, autoridades e a imprensa. O deputado lamentou apenas que o relatório da CPI da CBF/Nike não tenha sido aprovado por causa da "ingerência negativa que envolve o futebol brasileiro". Rebelo também confirmou que o "desfalque" na CBF ultrapassa os US$ 70 milhões. Lembrou, ainda, que mesmo sem aprovar o relatório por causa da chamada "Bancada da Bola", formada por muitos deputados ligados ao futebol, as investigações resultaram em mais de 100 inquéritos e, a simples apresentação do relatório, causou um reviravolta no sistema organizacional do futebol brasileiro. "Tanto que o Senado Federal conseguiu dar seqüência ao nosso trabalho, inclusive denunciando vários dirigentes corruptos", comentou. Para ele, o mínimo que poderia acontecer com estes maus dirigentes é seus desligamentos dos cargos. "Vivemos uma situação hipócrita, onde pouca gente tem coragem de denunciar estes dirigentes mesmo sabendo que eles estão agindo motivados por interesses próprios", completou o deputado. No caso específico dos ex-jogadores Careca e Edmar, agora dirigentes do Campinas Futebol Clube, clube que já participou da quinta divisão paulista, o deputado acha que o problema se concentra fora do país. "Os dois burlaram a lei no exterior, mais especificamente na Itália, porque o crime não foi no Brasil. Aliás todo o esquema de passaportes que a justiça dos países europeus está investigando, foram descobertos pela CPI". Os ex-jogadores, na época, foram acusados de terem falsificado os passaportes do atacante Jeda, do União de Araras, e do zagueiro Dedé, do Primavera de Indaiatuba, e que foram negociados com Piacenza, da Itália.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.