Divulgação/Santos
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Recorde de candidatos, votação híbrida e clube endividado: A eleição presidencial do Santos

Menos de um mês após a aprovação do impeachment de José Carlos Peres, sócios voltam às urnas no sábado para definir o novo presidente para o triênio 2021-2023

Leandro Silveira, O Estado de S.Paulo

10 de dezembro de 2020 | 12h00

Menos de um mês após a aprovação do impeachment de José Carlos Peres, os sócios do Santos voltam às urnas neste sábado para definir o novo presidente, que vai gerir o clube entre 2021 a 2023. E o que não faltam são opções: são seis candidatos ao cargo ocupado interinamente por Orlando Rollo e de quem o vencedor herdará o posto em uma equipe com graves problemas financeiros e dividida politicamente.

A eleição santista é marcada por alguns recordes, sendo o principal deles o número de participantes. Se até 2011 o clube costumeiramente se dividia entre duas chapas, o número cresceu para cinco em 2014, caiu para quatro em 2017 e chegou aos seis em 2020. São eles: Fernando Silva (O Santos pode mais), Milton Teixeira Filho (Tradição e Inovação), Ricardo Agostinho (Transforma, Santos), Andrés Rueda (União pelo Santos), Rodrigo Marino (Renova Santos) e Daniel Curi (Santos da Virada).

A divisão política no clube ficou exposta logo após a última eleição. Vencedores do pleito, o presidente José Carlos Peres e o vice Orlando Rollo se desentenderam quase após a saída do resultado das urnas. E a crise prevaleceu na gestão de Peres, que enfrentou dois processos de impeachment - os sócios mantiveram o seu mandato no primeiro, mas optaram pela sua saída em 22 de novembro.

Agora, então, o clube volta às urnas com seis candidatos que, inclusive, já estiveram do mesmo lado em eleições recentes. Em 2017, por exemplo, Andrés Rueda, um dos candidatos derrotados por Peres, teve o apoio de Fernando Silva e Rodrigo Marino. Foi uma “retribuição” do que havia acontecido três anos antes, quando Silva, que perdeu para Modesto Roma, tinha Rueda ao seu lado na campanha. E Reinaldo Guerreiro, hoje vice da chapa de Fernando, disputou a eleição de 2011 contra Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro.

Rueda e Fernando, aliás, são os participantes da eleição com maior atividade política no Santos, mas não os únicos. Fernando, por exemplo, foi consultor da gestão de Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro em 2010 e 2011. Já Rueda chegou a fazer parte do Comitê de Gestão do Santos durante parte do mandato de Modesto Roma, assim como Rodrigo Marino, e de Peres.  

Dessa vez, porém, não houve tantos acordos assim, com o clube indo às urnas dividido em vários grupos. “A pacificação do Santos se dá por gestão. Como isso não aconteceu nos últimos nove anos, se gerou a crise, com subgrupos no Conselho Deliberativo”, afirma Fernando Silva, ao Estadão.

Já Milton Teixeira Filho apontou que as decepções com gestões recentes o fizeram se apresentar como candidato. “Apoiamos candidatos que não foram dignos de nossa confiança. Para não cometer o mesmo erro, coloquei meu nome à disposição do associado”, disse.

Rodrigo Marino, outro novato na eleição, também aponta que os problemas nas gestões recentes motivaram a apresentação de várias candidaturas em um clube que tradicionalmente sempre foi muito dividido. “É a indignação com dez anos de gestões temerárias.  As divisões políticas sempre existiram. As correntes se fragmentaram e todas entenderam ser possível fazer algo pelo clube”, diz

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Precisamos ter um clube mais unido na próxima eleição”
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Ricardo Agostino, candidato à presidência do Santos

Em sua primeira candidatura, Ricardo Agostinho promete, sendo eleito ou derrotado, trabalhar pela união política. “Eu vou procurar todas as lideranças e me colocar à disposição. Se perder, vou apoiar. Vou buscar gente boa que tem em todos os grupos. Precisamos ter um clube mais unido na próxima eleição”, afirmou, também apontando a necessidade de uma gestão descentralizada.  “O presidente é uma parte da engrenagem, mas isso não está acontecendo. Vamos respeitar isso, com um Comitê de Gestão profissional e o alinhamento entre o presidente e o seu vice”, acrescentou.

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A gente precisa de uma união de santistas, vamos ver se as chapas conseguem se entender após a eleição”
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Andrés Rueda, candidato à presidência do Santos

Rueda, por sua vez, também acredita na possibilidade de um Santos mais unido após uma eleição tão dividida. “Mostra o quão ruim é a divisão em grupos do clube. A gente precisa de uma união de santistas, vamos ver se as chapas conseguem se entender após a eleição”, diz.

De qualquer forma, o vencedor que assumir o Santos a partir de 2 de janeiro, até o final de 2023, terá de encarar a gestão de um clube com graves problemas financeiros. O balanço do primeiro semestre de 2020 apontou que as dívidas chegaram aos R$ 538 milhões. E, mais preocupante, as dívidas de curto prazo, a serem pagas até junho de 2021, eram de R$ 256 milhões.

Muitas dessas contas a pagar podem, inclusive, provocar prejuízos esportivos ao Santos, por serem dívidas cobradas por outros clubes na Fifa. Em 2020, o time já ficou proibido de contratar por não arcar com a chegada de jogadores como os zagueiros Cléber e Felipe Aguillar e o atacante Soteldo. E há novos casos a estourar, como o envolvendo o peruano Cueva.

Nos meses em que Rollo ocupou o cargo, inclusive, Rueda emprestou dinheiro como pessoa física ao clube para pagar a dívida com o Hamburgo, por Cleber. Uma ação definida por ele como extrema e que não pretende repetir na sua gestão, a não ser que o Santos corra o risco de levar uma punição esportiva.  “Isso não é solução para o clube. Foi um caso muito pontual, com o risco de perda de pontos e rebaixamento. Somente em casos extremos, como esse, se deve ajudar com o clube”, diz.

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O milionário de plantão não dá certo, ele põe e tira o dinheiro. Temos que ser criativos e profissionais. Tudo que não for dinheiro recorrente, mandaremos 50% para pagar dívida e 30% para investir na base
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Fernando Silva, candidato à presidência do Santos

Para minimizar esses problemas, Fernando Silva defende que os recursos extraordinários sejam “carimbados”, destinados para o pagamento de dívidas e investimentos na base. “O milionário de plantão não dá certo, ele põe e tira o dinheiro. Temos que ser criativos e profissionais. Tudo que não for dinheiro recorrente, mandaremos 50% para pagar dívida e 30% para investir na base”, promete.

Com a experiência de quem esteve em cargos importantes como a presidência da Comissão de Inquérito e Sindicância de 2015 a 2017, Daniel Curi indica o desejo de realizar uma auditoria logo no começo da gestão para entender as dívidas, mas também as receitas que o clube pode ter nos três anos de mandato.

“A primeira ideia é iniciar uma transição com o Rollo, tomando ideia do que tem pela frente. Depois, é preciso fazer uma auditoria sobre o que de fato é a dívida e o que o clube tem de recebíveis. E aproveitar a credibilidade do início de uma nova gestão”, afirmou Curi. “Não tem uma fórmula mágica, mas o Santos sempre terá portas abertas em instituições financeiras”, acrescentou.

Além do recorde de candidatos e da dívida preocupante, a eleição do Santos terá, em 2020, um componente inédito. O clube aprovou que a votação seja híbrida. Há a possibilidade de voto presencial, na Vila Belmiro ou na sede da Federação Paulista de Futebol, ou online.

Essa modalidade foi selecionada por 6.220 associados para participação na eleição santista, segundo o último balanço apresentado por Marcelo Teixeira, o presidente do Conselho Deliberativo. O número já supera o de votantes na eleição de 2017 - 5.676. Além disso, há um universo de 16.376 sócios aptos a votarem, sendo que mais de 3 mil dos optantes pela eleição online nunca participaram da escolha do presidente do clube.

Publicamente, todos os candidatos defendem o voto online como uma forma de ampliar a participação dos sócios. Daniel Curi, porém, demonstra alguma preocupação sobre como se dará essa participação. “O voto é pessoal e intransferível, mas isso pode mudar um pouco de figura, com uma pessoa podendo, por exemplo, votar por uma família, cuidar de várias carteirinhas”, diz.

Nesse cenário, a imprevisibilidade provocada pela participação de novatos e pelo deslocamento para se dar o voto presencialmente durante a pandemia aumenta as dúvidas sobre o resultado eleitoral. E a expectativa de envolvidos na eleição é de que entre 8 mil e 9 mil sócios participem da eleição.

“É uma incógnita. O deslocamento está mais complicado por causa da pandemia. A gente espera que o sócio compareça. O Santos não pode errar mais”, diz Rueda. “Pode vencer a eleição quem mais convence o eleitor”, acrescenta Curi.

A votação ocorrerá das 10h às 18h do próximo sábado, com a apuração sendo iniciada na sequência. O candidato que superar inéditos cinco adversários em uma eleição híbrida terá, além de lidar com as dívidas do Santos, tomar outras decisões importantes: melhorar o desempenho esportivo das divisões de base e do futebol feminino, definir a possibilidade de reformar a Vila Belmiro ou construir um novo estádio e tomar decisões administrativas e patrimoniais.

Conheça os candidatos à presidência do Santos e suas principais propostas

Chapa 1 - O SANTOS PODE MAIS

Presidente: FERNANDO SILVA

Vice: Reinaldo Guerreiro

QUEM É

Fernando Silva foi consultor de futebol do Santos em 2010 e 2011, sendo considerado o "homem-forte" da gestão do departamento de futebol do então presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro. Em 2014, disputou a eleição presidencial do clube, mas perdeu, assim como em 2001. Ele é formado em engenharia química com especialização em administração de empresas. É CEO da PW Tech, startup com atuação nas áreas de saúde e saneamento no Brasil.

AS PRINCIPAIS PROPOSTAS

As ideias da chapa se constroem sobre quatro pilares:

1 - Profissionalização da Gestão: Utilizando ferramentas básicas da tecnologia da informação, promete implementar um sistema gerencial no Santos para controle de processos, estabelecimento de objetivos, medidores e também controle de performance individual e coletiva

2 - Resgate da credibilidade: Trabalhar em cima da dívida, com renegociações, e estabelecer um orçamento fixo anual para cada área do clube. Manter o Santos brigando pelas primeiras posições em torneios; investimento no mesmo patamar dos últimos dez anos nas categorias de base e adesão às novas regras do Fair Play da CBF para evitar penalidades financeiras e esportivas.

3 - Projeto Futebol Integrado: Parte do dinheiro da venda de atletas que entra está reservada para investimento nos jovens atletas. Criar as condições para que a transição da base para o profissional aconteça com naturalidade.

4 - Santos Inovação Clube: O Santos incentivará e trabalhará para a criação e manutenção de um “ecossistema” propício à inovação e desenvolvimento de produtos e serviços focados na Indústria do Futebol: a “Vila do Silício”.

Chapa 2 - TRADIÇÃO E INOVAÇÃO

Presidente: MILTON TEIXEIRA FILHO

Vice: José Macedo Reis

Milton Teixeira Filho é advogado e empresário. Ele é filho do ex-presidente santista Milton Teixeira e irmão do também ex-presidente Marcelo Teixeira, que nesse momento comanda o Conselho Deliberativo. Preside a Associação Nação Santista e integra a Associação Orgulho de Ser Santos.

AS PRINCIPAIS PROPOSTAS

1 - Princípios da boa governança corporativa e estruturação do clube

2 - Planejamento estratégico para 20 anos

3 - Reestruturação financeira: A necessidade para a subsistência do Santos passa por uma ruptura na forma de utilização dos recursos financeiros. A crise existente está interligada a má administração dos recursos pecuniários e não à falta de dinheiro.

4 - Marketing e comercial: Despertar o desejo no público consumidor em adquirir produtos e serviços da marca Santos é condição para o bom funcionamento do marketing. Ao mesmo tempo, o comercial fomenta negócios e práticas empresariais norteadas pelo posicionamento da marca no mercado.

5 - Gestão de Pessoas: A humanização das relações futebolísticas é inerente à cultura do povo brasileiro. Mais ainda: é enraizado no Santos Futebol Clube o conceito de valorização humana agregado. A atenção ao cuidado e ao desenvolvimento humano é um aspecto estratégico de uma gestão eficiente.

6 - Gestão da comunicação e estratégica operacional: A maneira de informar e comunicar os stakeholders depende de profissionais que conheçam a história do clube aliada à execução dos planos e operações delineadas na comunicação do clube.

7 - Inovação digital e tecnologia no futebol: A revolução tecnológica altera a essência e o fundamento da forma de vivência, trabalho e relações humanas.

8 - Benefícios e vantagens aos associados: A excelência e o tratamento diferenciado ao verdadeiro dono do clube bem como proporcionar vantagens ao associado é necessário para o aumento do quadro associativo e Estímulo ao pertencimento.

Chapa 3 - TRANSFORMA, SANTOS

Presidente: RICARDO AGOSTINHO

Vice: Ronald Monteiro

Ricardo Agostinho é publicitário. Ele iniciou sua carreira profissional na diretoria comercial da afiliada da Rede Bandeirantes em Vitória (ES). Hoje atua na área de varejo da indústria farmacêutica. Foi embaixador do Santos em São Paulo entre 2017 e 2020.

AS PRINCIPAIS PROPOSTAS

GOVERNANÇA: Administração ética e profissional; Respeito ao Estatuto; Capacitação e renovação do CD; Comitê de Gestão plural; Amplo mapeamento e relacionamento com públicos de interesse; Voto online; Fim da reeleição presidencial.

GESTÃO: Inovação e profissionalização 100%

Capacitação de funcionários e Plano de Cargos e Salários; Gestores profissionais, escolhidos por qualificação; Proibição de contratação por indicação política; Grupo de Inteligência; Decisões baseadas em dados; Vila atraente e SP 2ª casa.

FINANÇAS: Valorização da base e reestruturação

Plano Diretor de Finanças; Equipe de especialistas em renegociação de dívidas; Austeridade financeira; Gestão Sustentável; Responsabilização por gestão temerária; 6 fontes primárias de receita (Licenciamento, Uniforme, Transmissão, Jogos, CRM e Jogadores).

FUTEBOL: Valorização da Base e reestruturação

CT exclusivo e moderno; Base com Gestão profissionalizada; Aproveitar 100% Base; Comissão Técnica Permanente; Retomar protagonismo do Futebol Feminino; Mínimo de 80% de Dir. Econômicos do clube.

IDENTIDADE: Marca vitoriosa e com credibilidade

Projeto Santos 2030; Código de Conduta profissional; Clube feito de ídolos, mulheres e jovens; Torcedor protagonista; Projetos Sociais ativos; Fortalecer marca no Brasil e internacionalização.

Chapa 4 - UNIÃO PELO SANTOS

Presidente: ANDRÉS RUEDA

Vice: José Carlos Oliveira

Andres Rueda foi membro do Comitê de Gestão do Santos durante a presidência de José Carlos Peres, mas entregou o seu cargo alegando discordâncias em relação ao atual mandatário - também havia ocupado o cargo na gestão de Modesto Roma Junior. Ele foi o segundo colocado na eleição presidencial de 2017. É matemático, com especialidade em engenharia de sistemas e experiência em gestão.

AS PRINCIPAIS PROPOSTAS

GESTÃO e GOVERNANÇA

Distribuir missões e responsabilidades pré estabelecidas para membros CG.

Garantir gestão profissional e enxuta baseada em respeito integral ao Estatuto Social, Regimento Interno, Código de Ética, Conselho Deliberativo, Conselho Fiscal e todo o sistema institucional de freios e contrapesos, priorizando a Assembleia Geral por meio de voto à distância.

Eliminar a contratação e promoção de profissionais por qualquer outro critério que não seja avaliação de competências e meritocracia.

Implantar sistema de Controladoria com responsável claro e acionável, 100% integrada às áreas Jurídica, de Conformidade e Ouvidoria.

Adequar imediatamente o Estatuto para permitir e facilitar a captação de investimento externo.

Implementar e seguir processo robusto de Planejamento Estratégico.

Recuperar credibilidade do clube no mercado.

VIABILIDADE FINANCEIRA

Renegociar passivo visando diminuição do custo e alongamento da dívida.

Adotar divisão orçamentária entre despesas e receitas recorrentes e extraordinárias.

Criar e adotar modelo de checagem e atribuição de responsabilidades para novos compromissos.

Readequar custos/despesas à realidade do clube com o objetivo de atingir o equilíbrio operacional no ano 2(máximo).

Incrementar significativamente a receita a partir do ano 2 (máximo), criando novas linhas de geração de caixa.

REPOSICIONAMENTO MERCADOLÓGICO

Definir o posicionamento pretendido da marca e reinseri-la no mercado como principal vantagem competitiva do clube.

Sustentar novo posicionamento como estratégia de marketing ancorada na essência da marca (visão, missão, valores e atributos).

Reestruturar o setor de Marketing nas áreas de Produto, Branding, Comercial e Comunicação, com planos e metas responsáveis específicos.

Rever portfólio de produtos e estratégia de licenciamento.

Migrar estrategicamente para o segmento de entretenimento, com geração ilimitada de conteúdo de diferentes tamanhos e formatos, apoiados por transformação digital.

Definir questões da arena minimizando investimento de capital e após consulta ao torcedor.

RELAÇÃO COM O TORCEDOR

Entender o torcedor via aplicação de pesquisa com regularidade frequente e ondas diversas.

Atender demandas de forma centralizada e padronizada via plataforma única de atendimento, uniformizando todos os pontos de contato com o torcedor.

Fornecer apoio integral ao desenvolvimento das Embaixadas.

Desenvolver novos programas de sócio e relacionamento.

Adotar ferramenta de consulta à distância ao torcedor para as maiores oportunidades e temas mais polêmicos (mesma tecnologia do voto à distância).

Aumentar significativamente a base de sócios seguindo os critérios de distribuição dos torcedores e simpatizantes pelo Brasil.

Chapa 5 - RENOVA SANTOS

Presidente: RODRIGO MARINO

Vice: Ademir Quintino

Rodrigo se formou técnico em contabilidade, graduou-se em administração de empresas e comércio exterior e tem um MBA em gestão estratégica de negócios. Ele é sobrinho de José Rubens Marino, que exerceu a vice-presidência de futebol, sendo dirigente do time campeão paulista de 1978, da primeira geração dos "Meninos da Vila". Também chegou a fazer parte do Comitê de Gestão durante o mandato de Modesto Roma Júnior.

AS PRINCIPAIS PROPOSTAS

GESTÃO EMPRESARIAL - Gestão pautada pelo foco nos aspectos operacionais, técnicos e de liderança. E com feedback contínuo da performance dos colaboradores.

TRANSPARÊNCIA - A transparência será prioridade. Conselho Deliberativo, Conselho Gestor, Administração, Supervisores e as Gerências terão acesso a todos os dados e informações necessárias para executarem um bom trabalho. Sistemas de medição e métricas irão acompanhar os indicadores econômico-financeiros e todas as novidades que estarão sendo implantadas no clube. Vai adotar processos internos bem definidos, por critérios técnicos que irão diminuir os riscos.

REORGANIZAÇÃO FINANCEIRA - Adoção de práticas e ferramentas de gestão de fluxo de caixa, que irão permitir acompanhar diariamente a real situação do clube para se antecipar aos problemas, identificando os graus de visibilidade, previsibilidade e de geração de caixa. Essas ferramentas serão atualizadas com indicadores de performance, alinhados ao que há de mais moderno nas empresas nacionais e multinacionais. Conversar com todos os nossos credores, e em uma conversa franca e sincera, iremos negociar dívida a dívida, conseguir bons prazos de pagamento, como também amenizar os juros.

BASE - No CT Rei Pelé será construída, em uma área de 1.800 m², uma academia moderna, inovadora, com equipamentos pioneiros, que irão contribuir para a saúde e o condicionamento físico dos nossos jovens atletas. Uma equipe formada por médicos, dentistas, podólogos e psicólogos irá dar suporte a essa estrutura, que também irá contar com uma sala dedicada ao aprendizado de línguas estrangeiras. Contará também com um restaurante, comandado por um nutricionista, pois corrigir hábitos alimentares errados dos atletas é uma preocupação da próxima gestão.

MARKETING - Ações serão distribuídas pelo Departamento de Marketing a várias empresas que detém expertise sobre cada uma delas. Nada de se concentrar em apenas um profissional. Rodrigo Marino vai dar ênfase ao aumento de receitas, à valorização da marca e à obtenção de um forte canal de relacionamento com os torcedores, que hoje são muito mal tratados.

Chapa 6 - SANTOS DA VIRADA

Presidente: DANIEL CURI

Vice: Ariovaldo Feliciano

QUEM É?

Daniel Curi é já foi conselheiro por quatro mandatos, além de ter presidido a Comissão de Inquérito e Sindicância de 2015 a 2017 e ocupado a 1ª Secretaria da mesa do Conselho Deliberativo de 2018 a agosto deste ano. É advogado especialista em gerir crises financeiras em empresas e associações.

PROPOSTAS

- Contratação de auditoria independente para produção de relatório atualizado da realidade financeira e patrimonial do Santos, classificando os valores de composição por fonte credora e possíveis passíveis ocultos.

- Montagem de um núcleo operacional denominado Comitê de Negociações de Dívidas

- Estabelecimento e políticas corporativas envolvendo teto de gastos, tamanho do elenco, porcentual mínimo de obrigatoriedade de atletas formados pela base no elenco principal, tamanho da comissão técnica, comissão técnica fixa, uso e remuneração de empresários, relações com a mídia, critérios para contratações.

- Criação de uma estrutura interna para gerenciamento dos programas de sócio. Realização de recadastramento.

- Triplicar os produtos licenciados e mudar a mentalidade do clube para digital. Utilização do streaming no futebol

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