Paulo Pinto/AE
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Redução de cotas aumenta tensão nos estádios, diz PM

Medida de limitar ingressos para torcida visitante não funcionou como o esperado pelas autoridades

Amanda Romanelli, Agencia Estado

24 de março de 2009 | 07h32

A restrição no número de torcedores visitantes nos clássicos paulistas teve efeito totalmente contrário ao esperado pelo Ministério Público Estadual e pela Polícia Militar: os episódios de violência que, em tese, deveriam diminuir, acabaram aumentando. Quem atesta a crescente hostilidade é o major José Balestiero Filho, subcomandante do 2.º Batalhão de Choque da PM.

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Balestiero participou do comando dos clássicos entre São Paulo e Corinthians, dia 15 de fevereiro, no Morumbi, e entre Corinthians e Santos, no último domingo, no Pacaembu. E em ambas as partidas houve enfrentamento da torcida visitante (em número muito inferior) com a PM. "Há um clima hostil. Os torcedores não estão aceitando a restrição de ingressos", afirmou o major. "Não posso dizer com 100% de certeza de que esse foi o motivo para o que aconteceu no Pacaembu. Mas no Morumbi foi uma demonstração categórica."

O número cada vez menor de rivais no estádio do mandante é apontado como uma das soluções para diminuir a violência. O promotor Paulo Castilho é ferrenho defensor da cota de apenas 5% - o regulamento prevê 10% - dos ingressos para os visitantes. Justifica que a PM teria maior facilidade para controlar um grupo restrito. Mas não é isso que tem acontecido: os 4,9 mil corintianos que foram ao Morumbi e os 2,1 mil santistas que estiveram no Pacaembu deram muito trabalho à polícia.

Agora, o último clássico da fase de classificação do Paulistão será realizado no próximo sábado, quando São Paulo e Palmeiras se enfrentam no Morumbi. E, mais uma vez, a torcida visitante, no caso a palmeirense, terá direito a apenas 10% da carga total de ingressos. Mas a polícia adianta: haverá reforço na segurança. "Vamos aumentar o efetivo no Morumbi", avisou o major Balestiero.

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