Alexandre Vidal/Flamengo
Alexandre Vidal/Flamengo

Refém de Jesus, Flamengo centra foco em retomada e vê hegemonia ameaçada por Atlético-MG e Palmeiras

Vice-presidente do clube quer contratar um treinador português para recuperar o bom futebol após se frustrar com Renato Gaúcho; clube tem receita estima de R$ 1 bilhão desta temporada

Toni Assis, Especial para o Estadão

22 de dezembro de 2021 | 20h00

Um olho no presente para retomar as glórias de um passado muito recente e assim fazer frente a Atlético-MG e Palmeiras em 2022. Restrito ao título do Campeonato Carioca e da Supercopa do Brasil, o segundo semestre do Flamengo teve um sabor amargo para torcedores e dirigentes. Após a frustrante passagem de Renato Gaúcho, a cúpula do clube rubro-negro encerra o ano com duas missões: a primeira é achar um treinador para tocar seu time estelar. A outra é um pouco mais complicada: afastar de vez a dependência de um retorno de Jorge Jesus para que o clube volte a ganhar taças, embora o nome do treinador não saia da Gávea.

Incluído entre as três grandes forças brasileiras ao lado de mineiros e paulistas, a equipe do Rio foi a única que ficou de mãos abanando em relação aos títulos de peso que foram disputados e conquistados por atleticanos e palmeirenses em 2021. O clube tem receita estimada desta temporada de R$ 1 bilhão, portanto, dinheiro não falta ao clube carioca.  

Em termos de planejamento, as metas até que não ficaram distantes. No início do ano, a diretoria projetou o Flamengo em todas as finais no segundo semestre.  O vice-campeonato no Brasileiro e a derrota no jogo do título da Libertadores mostram que o time conseguiu estar nas decisões. O problema é que não levou nada.

O ponto fora da curva foi a queda na semifinal da Copa do Brasil em pleno Maracanã. Mas uma correção de rota é mais do que necessária se for levado em conta o nível do elenco rubro-negro e também a estrutura que é oferecida aos jogadores. O primeiro passo a ser dado para 2022 é achar o nome certo para fazer a engrenagem funcionar. Homem forte do futebol, Marcos Braz arregaçou as mangas para cumprir tal tarefa. A Europa é o ponto onde o clube vai trabalhar para definir o novo treinador e Portugal, mais uma vez, é o alvo da viagem. O Fla nega ter feito oferta a Jesus, mas monitora sua situação no Benfica.

Após a renocação de Marcelo Gallardo com o River Plate e a continuidade de Jorge Jesus no Benfica, outros portugueses estão na pauta do Flamengo: Carlos Carvalhal, do Braga, e Vítor Pereira, demitido do Fenerbahçe, da Turquia, são apenas dois nomes do vasto cardápio, que conta ainda com Paulo Fonseca, atualmente sem clube, e Paulo Sousa, que dirige a seleção da Polônia. Não há nomes no futebol brasileiro.

"Não vou falar em nomes porque a divulgação atrapalha as negociações. Vamos aproveitar esse de fim de temporada do calendário, mas sem loucuras. O momento atual permite uma escolha mais tranquila. Mas é claro que precisamos de um técnico e da comissão para um planejamento maior. A contratação é para que possamos ter um ano bom, com bastante conquistas", afirmou o dirigente Marcos Braz, que viajou para Portugal.

"Eu vim atrás de um projeto iniciado em 2019. Sempre acreditei na potência da escola de técnicos portugueses. A primeira vez que um grande técnico foi treinar um grande clube no Brasil, foi conosco. Depois veio o Palmeiras, o Santos... Mas nós é que abrimos um caminho", disse.

A expectativa da cúpula do Flamengo é que até o dia 10 de janeiro, data da reapresentação do elenco para a temporada de 2022, o clube já tenha definido o treinador e também a comissão técnica.

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