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Reforçado, Palmeiras larga na frente dos rivais para 2016

Clube já contratou sete jogadores e rivais estão tímidos no mercado

Daniel Batista, Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

28 de dezembro de 2015 | 07h05

O Palmeiras, mais uma vez, larga na frente dos seus concorrentes na busca por reforços. O presidente Paulo Nobre já contratou sete jogadores desde o fim do Campeonato Brasileiro e o oitavo reforço – Jean – deve ser confirmado nos próximos dias. Campeão brasileiro, o Corinthians anunciou oficialmente até agora apenas o meia Marlone, enquanto que São Paulo e Santos devem deixar para 2016 a chegada dos seus primeiros reforços. 

Historicamente, os dirigentes tinham o hábito de sempre fazerem contratações de peso antes do dia 25 de dezembro, como uma espécie de “presente de Natal” aos seus torcedores. Este ano, por causa da crise econômica e da alta do dólar, no entanto, as contratações estão bastante tímidas.

Até mesmo o Palmeiras, que resolveu abrir os cofres por causa da volta da equipe à Libertadores, ainda não trouxe nenhum jogador de peso. Dos sete atletas contratados, o mais caro foi o atacante Erik, do Goiás. O clube pagou ¤ 3 milhões (R$ 13 milhões) por 60% dos direitos econômicos do atacante. 

Essa, inclusive, tem sido uma das marcas da gestão de Paulo Nobre. O dirigente se notabilizou por buscar dezenas de atletas em outros clubes, mas sem apostar em figurões. Em 2015, por exemplo, o Palmeiras contratou 25 jogadores. No ano passado, foram 36 reforços. A diretoria palmeirense ainda pode contratar pelo menos mais um jogador - além de Jean antes de começar a temporada. O clube quer mais um zagueiro.

No Corinthians, a diretoria busca reforços pontuais. De acordo com o presidente Roberto de Andrade, o clube não deve ter mais do que quatro novos jogadores em 2016 em relação ao time campeão brasileiro deste ano. Na previsão orçamentária para o próximo ano apresentada aos conselheiros, a diretoria prevê gastar R$ 10 milhões em reforços.

Depois de Marlone, a diretoria deve anunciar nos próximos dias a contratação do meia Alan Mineiro, que disputou a última Série B do Brasileiro pelo Bragantino. O time do Interior já chegou a anunciar a transferência do jogador, mas o Corinthians ainda não trata o negócio como oficial.

Não estava nos planos de Tite perder o meia Jadson para o Tianjin Songjiang, da China. Por isso, a diretoria está em busca de outro meia. Na zaga também deve ser reforçada depois da saída de Edu Dracena. Insatisfeito com o reserva, o zagueiro pediu para ter o seu contrato rescindido na semana passada e acertou com o Palmeiras.

O quarto reforço deverá ser um atacante para disputar vaga com Vagner Love. Se a diretoria não conseguir vender Alexandre Pato, o jogador deverá ser reintegrado ao elenco para participar da pré-temporada nos Estados Unidos, a partir do dia 13 de janeiro.

No caso do São Paulo, a diretoria demorou para ir ao mercado atrás de novos jogadores porque a prioridade era contratar um treinador. Somente na semana passada é que o argentino Edgardo Bauza foi apresentado pela diretoria e as primeiras movimentações da diretoria indicam que os principais reforços serão estrangeiros.

Bauza dará prioridade a jogadores com quem trabalhou no San Lorenzo, em 2014 e este ano, como o lateral-direito Buffarini. Outro nome que pode chegar ao Morumbi é o zagueiro Lugano, atualmente no Cerro Porteño. 

O retorno do uruguaio é visto pela diretoria como importante para suprir a ausência de ídolos da torcida após a saída de Rogério Ceni (aposentado) e Luis Fabiano (Tianjin Songjiang). A diretoria também não pretende gastar muito com novos jogadores para não estourar o orçamento do próximo ano e a ideia é desembolsar, no máximo, R$ 11 milhões.

O Santos vive situação parecida. Por isso, o presidente Modesto Roma Junior já avisou que a prioridade será “subir” jogadores das categorias de base. O técnico Dorival Junior, inclusive, deve assistir a alguns jogos da Copa São Paulo de Futebol Junior para promover alguns jogadores ao time principal. O atacante Robinho só retornará à Vila Belmiro se investidores aceitarem pagar parte dos seus salários.

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