Reforços do Palmeiras podem ganhar chance contra o Botafogo

Novatos no time, goleiro Jailson e volante Washington chegam pouco badalados, mas com o dever de ajudar time a evitar descenso

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

07 de outubro de 2014 | 07h00

Até semana passada o goleiro Jailson e o volante Washington ainda eram jogadores reservas de times da Série B. De repente, tudo mudou na vida deles e a dupla é a última remessa de contratações do Palmeiras para evitar o rebaixamento no Brasileirão no ano do próprio centenário. Os dois nunca jogaram em clubes de ponta do futebol brasileiro e precisam mostrar rapidamente a que vieram. A primeira chance deve ser logo nesta quarta-feira, no jogo contra o Botafogo. 

Nesta segunda-feira os dois foram apresentados pelo clube sem pompa e de forma discreta. Ao contrário das últimas contratações, eles não tiveram a companhia do presidente Paulo Nobre. Coube ao diretor executivo José Carlos Brunoro as tarefas protocolares de falar rapidamente sobre os reforços e entregar a camisa do time.

A ideia de reforçar a equipe surgiu depois de o Palmeiras ser goleado por 6 a 0 pelo Goiás. A diretoria foi até a Série B, o único mercado possível, para buscar peças de emergência e socorrer o elenco, que naquele momento agonizava na lanterna do Brasileiro. Naquela época Jailson era reserva do Ceará e Washington era suplente no Joinville. Eles nem sequer esperavam vir para o Palmeiras.

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"Estou pronto para aguentar a pressão de ser goleiro do Palmeiras. Tenho 33 anos, muita personalidade. Sou rodado, passei por equipes pequenas, mas provei o meu valor quando estava lá", disse Jailson, ex-jogador de times como Guaratinguetá, Oeste e Ituano e reforço incomum no Palestra. 

Nos últimos 20 anos, o Palmeiras, dono de uma tradicional escola de goleiros, contratou apenas dois jogadores da posição. Além de Jailson, o time trouxe Fernando Prass.

Justamente os dois são os candidatos a titular para amanhã. Prass se recupera de uma fratura no cotovelo direito, não joga há cinco meses e, apesar de treinar normalmente, ainda não está confirmado. Jailson surge como opção depois de o clube ter testado sem sucesso Fábio, Deola e Bruno, além de ter mais dois goleiros no elenco: Vinícius e Raphael Alemão.

O novato se mostrou tímido na apresentação e recusou os pedidos dos fotógrafos para sorrir enquanto segurava a camisa. Jailson disse que na posição dele é melhor fazer expressão séria para intimidar os adversários que, por sinal, sabem da fraqueza defensiva do Palmeiras – é o time com mais derrotas e gols sofridos no Brasileiro.

Para o volante Washington a chance representa ainda mais. Com o contrato válido até dezembro, o jogador precisa mostrar serviço para garantir a renovação do vínculo. "A gente sonha em jogar em time grande. Quando estava no Joinville, tinha o objetivo de ir para a Série A", disse. 

Para se tornar jogador, ele precisou superar um drama na infância, quando sofreu um acidente de carro e quebrou as duas pernas na altura do fêmur. Os médicos na época chegaram a afirmar que o garoto não conseguiria mais praticar esporte.

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