Reforma do gramado do Parque São Jorge está parada

A reforma do gramado do Parque São Jorge, que o deixou completamente destruído, parou. Não há operários nem máquinas trabalhando para que a previsão de 90 dias de obras seja cumprida. O técnico Mano Menezes disse há três semanas, ainda na pré-temporada em Itu, que pretendia trabalhar o mínimo possível no CT de Itaquera, muito distante da Fazendinha e da moradia da maioria do elenco corintiano.Questionado a respeito, o diretor de futebol do clube, Mário Gobbi, disse que a interrupção foi feita porque a empresa LusoArenas, que fechou acordo com a diretoria de marketing corintiana para reformar o estádio, assumiu também a melhoria do gramado. "É apenas um problema burocrático", afirmou o dirigente em entrevista à TV Gazeta."Essa reforma do gramado não tem nada ver conosco. Essa é uma melhoria para os treinamentos, e o clube é o responsável. Vamos mexer no gramado mais para frente, o deixando habilitado a também receber shows", disse Marco Herling, diretor da LusoArenas. "Eu respeito esse senhor (Gobbi), mas não o conheço. Trato diretamente com o Luiz Paulo (Rosenberg, diretor de marketing)."O gramado do Parque São Jorge é motivo de críticas de Mano Menezes desde que assumiu o comando técnico do Corinthians, em dezembro de 2007. Muito esburacado, ficava impraticável quando chovia muito, formando lama não apenas na pequena área. Por isso mesmo, a obra atual prevê, entre outra melhorias, levantar o gramado para aumentar a drenagem.O executivo da LusoArenas disse que até a semana que vem apresentará à diretoria corintiana o projeto de reforma do Parque São Jorge. "Vamos mostrar três alternativas, já com detalhes do dinheiro que vai ser captado", contou Marco Herling. Segundo ele, o Corinthians vai escolher como será feito, o que vai implicar na quantia que será gasta. Luiz Paulo Rosenberg, diretor de marketing do clube, prevê de R$ 5 milhões a R$ 13 milhões para um obra com seis meses de duração. É a LusoArenas a responsável por captar o dinheiro - ela terá retorno financeiro administrando jogos e eventos."Mas não tem no contrato um número mínimo de jogos ou eventos que serão feitos lá. Mas imagino que o Corinthians vá querer ter lucro jogando em seu estádio", afirmou Marco Herling.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.