Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Reforma do Morumbi deve levar São Paulo a jogar no Pacaembu

Estádio do clube pode ficar dois anos fechado para modernização

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

16 de abril de 2015 | 07h00

O São Paulo já pensa em alternativas caso a ideia de reforma do Morumbi avance e o estádio tenha de ficar fechado por dois anos. A preferência no clube é transferir os jogos para o Pacaembu durante o período das obras de modernização.

O Estado apurou que o estádio municipal supera a Arena Barueri na preferência dos tricolores pela localização e também por estar ocioso no momento. Desde a abertura da nova arena do Palmeiras, em novembro, o Pacaembu não é utilizado por um time mandante fixo. O São Paulo atuou duas vezes no local em fevereiro enquanto trocava o gramado do Morumbi. Durante o Estadual, Santos e Portuguesa também transferiram partidas para o estádio.

O presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, promete apresentar em dois meses um novo projeto para transformar o Morumbi em arena. Os detalhes são mantidos sob sigilo e o plano do dirigente é revelá-los ao Conselho Deliberativo apenas quando o planejamento estiver completo, com a definição das empresas parceiras e da construtora responsável.


O projeto tem uma semelhança ao elaborado para o Morumbi receber a Copa de 2014. Em ambos os planos a arquibancada intermediária seria esticada até chegar ao nível do chão e o térreo passaria a ser um centro comercial.

O São Paulo se empenha na modernização para não ficar atrás das novas arenas dos rivais Corinthians e Palmeiras. E por apostar ainda que a região do estádio do Morumbi vai atrair mais torcedores graças ao aumento da oferta do transporte público. Nos próximos anos o entorno deve ganhar uma estação de metrô e outra do monotrilho.

OCIOSO

A utilização do Pacaembu é uma preocupação da Prefeitura. Em janeiro, o órgão abriu um chamamento público de concessão para a iniciativa privada. O objetivo é encontrar empresas interessadas em investir na modernização e instalar facilidades como cobertura retrátil, Wi-Fi livre, assentos numerados, banheiros novos e vagas de estacionamento. As intervenções devem ainda respeitar a fachada, que é tombada.

Na última semana, seis empresas foram autorizadas a realizar estudos para apresentar os projetos em até 90 dias – o Santos também tem interesse no estádio. O levantamento prévio deve apresentar o projeto arquitetônico, de engenharia, modelo operacional e a viabilidade econômico-financeira.

A prefeitura considera possível a adoção de naming rights para o local e estima que a modernização exija um investimento de até R$ 300 milhões. O custo anual para a manutenção do estádio é de R$ 9 milhões.

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