Regulamento do Paulista provoca injustiças

Imagine um time com aproveitamento de 65% eliminado e outro com 45% classificado. Pois é o que vai acontecer no Campeonato Paulista. A rodada de amanhã, a última da primeira fase, vai ratificar o abismo técnico entre as equipes das duas chaves da competição e apontar algumas grandes injustiças. Ruim para o torneio, que terá, nas quartas-de-final, jogos menos interessantes.Os mais prejudicados sairão do grupo 2, que conta com times bem mais organizados e competitivos do que os concorrentes do grupo 1. O São Caetano, por exemplo, enfrenta o União São João e, se confirmar o favoritismo, terminará a primeira etapa do Paulista com 19 pontos em 10 jogos. E, mesmo assim, corre sérios riscos de ficar fora. Para que isso ocorra, basta uma vitória do Marília contra o Oeste.O Marília garantiria, assim, a 4ª e última vaga e a equipe do ABC ficaria desclassificada, em 5º lugar. Paulista, Santos e Palmeiras já estão nas quartas.Na outra chave, no entanto, haverá equipe classificada com apenas 12 ou 13 pontos em 9 jogos. Nesse grupo 2, só o São Paulo, que não teve nenhuma dificuldade para conquistar sete vitórias e um empate, está assegurado nas quartas-de-final. Ponte Preta, Portuguesa Santista, América, União Barbarense, Rio Branco, Portuguesa e Sorocaba, que fizeram campanha pífia, lutam pelos outros três lugares para a próxima fase.O regulamento também provoca injustiça na parte inferior da tabela. O Juventus, que tem 6 pontos, é o mais ameaçado pelo descenso, no grupo 1, embora tenha feito melhor campanha que o Oeste - já rebaixado por ter perdido 12 pontos pela utilização de jogadores irregulares -, o União São João e o Mogi Mirim, que pertencem à outra. De acordo com as regras, contudo, cai o pior de cada chave, independentemente da pontuação.Além do Juventus, correm risco de rebaixamento o Corinthians, o Atlético Sorocaba, a Portuguesa e o Rio Branco.

Agencia Estado,

13 de março de 2004 | 10h13

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