MAURO PIMENTEL/AFP
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Rei do mata-mata, Carille já ganhou 23 duelos decisivos em 26 disputados pelo Corinthians

Treinador tem ótimo retrospecto em confrontos decisivos; última vítima foi o Fluminense

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2019 | 04h30

Mais uma vez o Corinthians saiu vitorioso em um duelo de mata-mata sob o comando do técnico Fábio Carille. O treinador se tornou especialista nesses confrontos decisivos e, diante do Fluminense, quando sua equipe empatou por 1 a 1 e avançou para a semifinal da Copa Sul-Americana, o comandante atingiu a impressionante marca de 23 vitórias em 26 duelos de mata-mata.

"A gente teve um começo de ano difícil. Dentro do Campeonato Brasileiro, quando a gente perdeu para o Santos, a diferença para o primeiro colocado era de 13 pontos, e hoje são cinco. Estamos numa crescente, estou muito feliz, pois os jogadores mostraram que têm personalidade. Não tem preparação especial para mata-mata, trato todas competições com o mesmo respeito", disse.

Carille só não saiu classificado em três duelos pelo Corinthians. Neste ano, acabou sendo eliminado pelo Flamengo na Copa do Brasil, ao ser derrotado nos dois jogos por 1 a 0. As outras duas eliminações foram em 2017, para o Racing, pela Copa Sul-Americana, e para o Internacional, pela Copa do Brasil, nos pênaltis.

O treinador mostrou-se satisfeito pela forma como o Corinthians atuou no campo do adversário, jogando em cima do Fluminense em pleno Maracanã. "Foram 16 finalizações contra 10, na casa do adversário. O objetivo foi alcançado e estou muito feliz pelo que fizemos", afirmou o treinador, que comandará sua equipe nos dias 18 (em Itaquera) e 25 (em Quito) contra o Independiente del Valle.

Para Carille, a estratégia que vem dando certo em partidas de mata-mata não será mudada. "O Fluminense foi para cima porque precisava fazer um gol a mais. É normal que o time que está se defendendo vá para trás. Estava corrido, jogadores da frente cansados. O Fluminense tem jogadores de qualidade como Nenê, Ganso... Nós estávamos fora de casa. Se é em casa, a gente vai pra cima também, é normal no futebol", avisou.

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