Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Reinaldo Bastos nega rompimento com Galiotte e 'abre portas' da FPF ao Palmeiras

Presidente palmeirense declarou rompimento do clube com a FPF logo após a final do Paulistão, ainda no Allianz Parque

Rafael Franco, Estadão Conteúdo

30 Agosto 2018 | 21h54

Figurando entre os vários representantes de clubes presentes à assembleia no qual Reinaldo Carneiro Bastos foi reeleito para ficar mais quatro anos à frente da Federação Paulista de Futebol (FPF), os presidentes de São Paulo (Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco), Corinthians (Andrés Sanchez) e Santos (José Carlos Peres) compareceram ao evento realizado na sede da entidade, enquanto o mandatário do Palmeiras, Maurício Galiotte, não apareceu.

Pouco depois de ser reeleito, Reinaldo Bastos, porém, negou que tenha rompido relações com o dirigente palmeirense após o atrito iniciado logo depois da a polêmica arbitragem da final do Paulistão, em abril, quando o Corinthians derrotou a equipe alviverde nos pênaltis para ficar com o título, no Allianz Parque.

"A Federação Paulista não rompeu com o Palmeiras e está de portas abertas para o Palmeiras", disse o presidente da FPF, em entrevista coletiva. Ele disse que "respeita" a decisão do dirigente de não comparecer ao evento desta quinta e admitiu que a relação com Galiotte "esfriou depois do ocorrido" na decisão estadual, mas assegurou: "Não nos tornamos inimigos".

O presidente palmeirense declarou rompimento do clube com a FPF logo após a final do Paulistão, ainda no Allianz Parque, quando ficou revoltado ao concluir que houve uma influência externa para uma decisão polêmica da arbitragem em um lance capital do confronto que terminou com vitória do Corinthians por 1 a 0 no tempo normal, antes de novo triunfo obtido pelo time na disputa por pênaltis.

E Reinaldo Bastos disse encarar com naturalidade o fato de o Palmeiras ainda lutar para impugnar, nos tribunais, o resultado deste confronto de volta da decisão estadual. "O caso está na Justiça, em órgãos corretos. Não cabe a nós julgarmos certo ou errado o que vai acontecer. Cabe à Federação Paulista aceitar a decisão", disse o dirigente nesta quinta-feira.

Naquela finalíssima de Paulistão realizada no dia 8 de abril, um pênalti do corintiano Ralf sobre o palmeirense Dudu chegou a ser marcado pelo árbitro durante o segundo tempo da partida, mas o juiz voltou atrás em sua decisão após ser altamente pressionado por jogadores do time alvinegro.

Com a não marcação daquele pênalti, o Corinthians sustentou a vantagem de 1 a 0 que havia conquistado no início da partida e devolveu a derrota pelo mesmo placar, sofrida em casa, no duelo de ida na final. Assim, levou a disputa do título aos pênaltis e acabou triunfando na casa do arquirrival.

 

 

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