Arnd Wiegmann/Reuters
Arnd Wiegmann/Reuters

Contra Blatter, Reino Unido considera até boicote europeu à Copa

Ministro britânico quer renúncia do suíço, mandatário da Fifa

ANDREW OSBORN E ALICE BAGHDJIAN, REUTERS

31 de maio de 2015 | 10h57

A Grã-Bretanha disse que a Europa deve considerar um boicote às futuras Copas do Mundo, caso Joseph Blatter não renuncie como líder do órgão máximo do futebol após o escândalo de corrupção na entidade. As autoridades suíças negaram que pretendem interrogar o recém-reeleito presidente da Fifa.

O mandatário da Fifa se queixou neste domingo de não ter recebido nenhuma demonstração de respeito nos últimos dias, revelando como havia rejeitado conselhos de Michel Platini, o presidente da Uefa, para renunciar durante reunião da Fifa na semana passada.

John Whittingdale, ministro do governo britânico com responsabilidade global sobre os esportes, renovou apelos para que Blatter renunciasse, dizendo que todas as opções devem ser consideradas para pressioná-lo, inclusive um boicote à Copa do Mundo, algo que poderá dividir o esporte e ser calamitoso para o torneio.

Blatter, de 79 anos, foi reeleito na última sexta-feira para cumprir seu quinto mandato como presidente da Fifa, embora o Departamento de Justiça dos EUA tenha acusado nove autoridades do futebol por corrupção, e as autoridades suíças estejam fazendo sua própria investigação criminal.

Ele minimizou o impacto do escândalo em um dos órgãos esportivos mais poderosos do mundo, que recebe bilhões de dólares em receita através de patrocínios e direitos de comercialização para a TV.

Blatter não está sendo acusado pessoalmente de ter cometido qualquer delito e sugeriu que os EUA escolheram este momento para fazer as acusações na tentativa de sabotar sua reeleição.

Perguntado sobre como havia lidado com as críticas nos últimos dias, ele disse ao jornal suíço Sonntagsblick: "Deixe-me colocar isso dessa forma: eles não demonstraram o menor respeito por mim."

O jornal britânico Sunday Times relatou que os promotores suíços pretendem interrogar Blatter, que conduz a instituição há quase 20 anos, como parte de uma investigação criminal sobre os votos para a escolha das Copas do Mundo na Rússia em 2018 e no Catar em 2022.

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