Reino Unido investiga lavagem de dinheiro na Fifa na escolha de sede de Copas

O fogo cerrado sobre a Fifa também vem do Reino Unido. A agência britânica antifraude está investigando a possibilidade de ter sido implementado um esquema de lavagem de dinheiro relacionada com a escolha das sedes das Copas do Mundo de 2018, na Rússia, e 2022, no Catar. A investigação foi revelada pelo diretor da agência, David Green, durante audiência em uma comissão parlamentar.

Estadão Conteúdo

28 de outubro de 2015 | 07h17

Green é diretor do departamento britânico de combate a fraudes e foi ouvido pela Comissão de Cultura, Mídias e Esportes. "Há questões pendentes relacionadas à lavagem de dinheiro. Há uma série de perguntas que estamos fazendo e buscando respostas", disse.

O principal alvo de investigação é uma transferência de 375 mil euros feita pela Austrália ao então vice-presidente da Fifa, Jack Warner, investigado pelo FBI por fraude. O país da Oceania queria sediar a Copa de 2022. Perdeu para o Catar, mas mesmo assim o pagamento foi feito.

Segundo Green, ainda não é possível dizer se o dinheiro passou por Londres, mas é importante saber se isso ocorreu. "É certo que este dinheiro saiu de Sydney e aterrissou em Trinidad e Tobago", garantiu. Warner presidiu a federação do país caribenho.

A venda de votos para a escolha do local das Copas de 2018 e 2022 está sendo investigada pela Justiça suíça. A Federação Alemã também está sob suspeita de ter cometido fraude no processo de escolha da sede do Mundial de 2006. Beckenbauer, presidente do Comitê Organizador daquela Copa, já admitiu ter havido "erro", mas negou a compra de votos.

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