Ivan Storti / Santos FC
Ivan Storti / Santos FC

Rejeitada por Conselho Fiscal, oferta por Veríssimo não é votada em reunião no Santos

Presidente do clube, Orlando Rollo queria que proposta realizada pelo Benfica fosse aceita

Redação, Estadão Conteúdo

17 de novembro de 2020 | 23h46

O desejo do presidente Orlando Rollo de vender Lucas Veríssimo para melhorar as finanças do Santos sofreu um revés nesta terça-feira. Após o Conselho Fiscal rejeitar a proposta pelo zagueiro apresentada pelo Benfica, os membros do Conselho Deliberativo nem votaram a oferta recebida pelo clube.

Todas as negociações de atletas do clube precisam ser aprovadas tanto pelo Conselho Fiscal quanto pelo Conseho Deliberativo durante os últimos três meses de uma gestão presidencial. Apesar de Rollo ter tentado convencer os conselheiros a aprovar a venda de Veríssimo, não teve sucesso.

A proposta do Benfica era no valor de 6,5 milhões de euros (R$ 41 milhões) em parcelas anuais. O Santos acionou uma instituição financeira belga para antecipar os valores e receberia, segundo o controller Roberto Rabelato, 5,1 milhões de euros (R$ 32 milhões) à vista, já descontando 15% de taxa cobrada pela operação e outros encargos. A intenção de Rollo era quitar as pendências salariais com o elenco.

Veríssimo só iria para Portugal apenas no início de 2021, quando abrisse a janela europeia de contratações - no caso de Portugal, em quatro de janeiro. Não é a primeira vez que o zagueiro de 25 anos fica próximo de sair, com o Santos fazendo negociações pelo atleta com Zenit e Spartak Moscou, da Rússia, Torino, da Itália, o Porto e o próprio Benfica de Portugal. O Al-Nassr, da Arábia Saudita, também fez proposta pelo atleta, que preferia ir para Portugal.

O Santos deve até quatro meses de direitos de imagem, parte do salário que foi pago neste mês, parcelas do acordo feito com os jogadores durante a pandemia do novo coronavírus e a premiação dos jogadores. O dinheiro arrecadado com a venda de Veríssimo também permitiria acertar as dívidas que faltam com outros clubes e bloqueiam o clube de registrar novos jogadores na Fifa.

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