Divulgação/Manchester United
Divulgação/Manchester United

Relembre a trajetória de Cristiano Ronaldo antes do retorno ao United; estreia é neste sábado

Depois de sair de Portugal para brilhar na Inglaterra, 'gajo' foi ídolo na Espanha, enfileirou títulos e não conseguiu repetir o mesmo sucesso na Itália

Rafael Sant'Ana Ferreira, especial para o Estadão, O Estado de S.Paulo

10 de setembro de 2021 | 17h28

Após 12 anos, Cristiano Ronaldo está de volta ao Manchester United. A reestreia do português está marcada para este sábado, em partida contra o Newcastle, válida pela quarta rodada do Campeonato Inglês. Antes de desembarcar na Inglaterra para escrever mais um capítulo em sua carreira, o atacante não estava rendendo o quanto gostaria na Itália.

Se a tentativa de conquistar a Liga dos Campeões com a Juventus não deu certo, o mesmo não pode ser dito de suas passagens pelo Real Madrid e pelo próprio United. Foi nesses clubes que o ‘gajo’ levantou inúmeras taças e se tornou melhor do mundo. Relembre a trajetória de Cristiano desde a chegada à Manchester em 2003 até o retorno aos gramados da Terra da Rainha. 

De Portugal para a Inglaterra

Há 18 anos, o português da Ilha de Madeira era tratado como promessa pelo United, que o contratou junto ao Sporting por 19 milhões de euros (R$ 118 milhões na cotação atual). Quem acompanhava o futebol internacional na época vai se lembrar que Cristiano não era o principal reforço da equipe inglesa para a temporada 2003/04. Campeão do mundo com a seleção brasileira, Kléberson, chegava do Athletico-PR por um valor menor, mas ainda sim com mais expectativas. 

A primeira temporada de Cristiano Ronaldo na Inglaterra passou longe de ser brilhante. Foram apenas seis gols em 40 jogos. Nada melhor do que o tempo e a experiência para fazerem o português superar os problemas de adaptação e começar a exibir sua qualidade em campo. Os números foram aumentando pouco a pouco, até que finalmente, na temporada 2006/07, o craque despontou.

Com 23 tentos em 53 partidas, Cristiano ajudou o United a conquistar o Campeonato Inglês daquele ano. Além disso, sob a mentoria da lenda Alex Ferguson, se mostrou importante em um elenco que já contava com Rio Ferdinand, Paul Scholes, Wayne Rooney, entre outros. 

Os dois anos seguintes foram ainda melhores para o português. Em 2007/2008, balançou a rede 42 vezes, foi bicampeão inglês e venceu a Liga dos Campeões pela primeira vez, em um duelo emocionante contra o Chelsea que terminou nos pênaltis, com Cristiano desperdiçando sua cobrança. Ao final da temporada, ele enfim levou para casa a Bola de Ouro, prêmio que havia perdido para Lionel Messi no ano anterior.

No que seria sua última temporada em Old Trafford, o atacante da seleção portuguesa garantiu mais uma taça de Premier League e chegou na segunda final de Liga dos Campeões consecutiva. No entanto, assistiu o seu rival argentino resolver a partida e dar o título europeu ao Barcelona

A consagração na Espanha

Em 2009, Cristiano Ronaldo foi contratado pelo Real Madrid na maior transferência da história do futebol na época. Os espanhóis desembolsaram 60 milhões de euros (R$ 373 milhões na cotação atual) para contar com o astro, que fez questão de retribuir o dinheiro gasto em campo. Com a camisa merengue, o português superou a média de um gol por jogo. Em 438 partidas, marcou 450 vezes. Foi na capital da Espanha também que o jogador conquistou mais quatro Liga dos Campeões e quatro Bolas de Ouro.

No total, levantou 16 taças pelo Real Madrid, entrando para o rol de grandes ídolos do clube. Nesse meio tempo, Cristiano venceu a Eurocopa de 2016 com Portugal, seu primeiro título com a seleção nacional. Nove anos após sua chegada em Madrid, a relação entre o português e o Real se encontrava desgastada. Florentino Pérez não se mostrava disposto a aumentar o salário de seu principal jogador, então a alternativa foi deixá-lo ir embora.

O desafio na Itália

Em Turim, Cristiano Ronaldo encontrou um novo time, louco para tê-lo depois de sofrer nas mãos do craque em mais de uma oportunidade na Liga dos Campeões. A missão era levar os italianos a um ponto onde ainda não tinham chegado. Cansado de vencer apenas no próprio país, a Juventus queria mais. E por isso, pagou 100 milhões de euros (R$ 620 milhões na cotação atual) para tirar o craque da Espanha. Embora tenha marcado 101 gols em 134 jogos e vencido a Liga Italiana duas vezes, o português não conseguiu faturar seu sexto campeonato europeu, tão desejado pelo clube da Toscana.

A troca de comando na Juventus somada à falta de resultados culminaram na saída do atacante após três anos. Em um primeiro momento, entre muitas especulações, o Manchester City apareceu como franco favorito para contratar o cinco vezes bola de Ouro e duas vezes melhor do mundo pela Fifa. No entanto, o rival de cidade ‘entrou na jogada’ e garantiu que Cristiano voltasse para sua verdadeira casa. A continuação dessa história pode ser acompanhada a partir deste sábado, direto do Teatro dos Sonhos. 

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