Remo ganha torcida de botafoguenses

Além de ter a vantagem de jogar pelo empate no segundo jogo contra a Ponte Preta, domingo, em Campinas, pelas semifinais do Campeonato Paulista, o Botafogo tem dois motivos extras para estar otimista. Primeiro, tem tempo para descansar durante a semana e recuperar os jogadores gripados. Em segundo, nesta quarta-feira à noite, ainda torcerá para o Remo dificultar as coisas para a Ponte (que perdeu o jogo de ida, por 3 a 2), no estádio Moisés Lucarelli, pela Copa do Brasil. "Ela (Ponte) pode ter um resultado negativo ou até uma contusão, que não desejo, mas o risco existe, e isso poderá nos ajudar", diz o técnico do Botafogo, Lori Sandri. Para Sandri, o Remo complicará a intenção do time campineiro.O zagueiro Augusto, autor do gol da vitória sobre a Ponte, por 2 a 1, no estádio Santa Cruz, no entanto, tem certeza que isso ocorrerá. "O Remo é um time aguerrido e demonstra dedicação quando joga no Sul", explica ele, que, nascido em Belém, já jogou nos dois principais clubes daquela cidade. Augusto iniciou a carreira no rival Paysandu, mas em 1998 conquistou o título paraense pelo Remo. Ele não revela o time preferido na infância, mas afirma que nesta quarta-feira torcerá pelo time de sua cidade natal.O atacante Luciano Ratinho, que não treinou nesta terça-feira por sentir dores musculares na coxa esquerda (fez ressonância magnética à tarde), não tem receios em dizer que será "Remo desde criancinha". "Espero que o Remo deixe eles (da Ponte) mais abalados, mas sabemos que temos condições de ir a Campinas e buscar a vaga para a final", comenta Ratinho. Robert diz que a Ponte Preta terá desgaste e pouco tempo para recuperar-se. "O cansaço prevalecerá no domingo", argumenta ele. Já o companheiro de ataque Leandro não está preocupado com o jogo de quarta-feira. "Temos de pensar em nós e respeitar o adversário", resume Leandro.Se Robert pensa no desgaste físico, o zagueiro Rogério acredita que um tropeço do time campineiro poderá abalá-lo psicologicamente, e não taticamente. Ele pensa mais no "jogo da nossa vida", no domingo, do que em torcer euforicamente pelo Remo. "O ideal é observar e assimilar a maneira da Ponte jogar", diz Rogério. Essa é a mesma opinião do goleiro Doni. "Precisamos estudá-la; a Ponte poderá ficar mais abalada psicologicamente, pois precisa reverter dois resultados seguidos", diz o goleiro. Chris torcerá para o Remo "engrossar o caldo" nesta quarta-feira e até deseja boa sorte à Ponte. "O resultado para nós é indiferente e espero que, no domingo, não nos vença, embora o Botafogo terá que fazer por merecer a sua vaga", explica ele.

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