Lucas Uebel / Grêmio FBPA
Lucas Uebel / Grêmio FBPA

Renato ataca juiz por não usar vídeo e ironiza: 'Até Stevie Wonder veria pênalti'

Treinador gremista também reclama de critérios para cartões amarelos

Estadão Conteúdo

23 Novembro 2017 | 11h18

O técnico do Grêmio, Renato Gaúcho, ironizou a arbitragem da primeira partida decisiva da Copa Libertadores entre Grêmio e Lanús, da Argentina, que terminou com a vitória dos brasileiros por 1 a 0, nesta quarta, em Porto Alegre, por causa da não utilização do recurso de vídeo em lances polêmicos do jogo, especialmente um suposto pênalti no atacante Jael, ocorrido aos 50 minutos da segunda etapa.

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Renato considerou a falta do zagueiro Alejandro Silva sobre o jogador gremista clara, mas questionou principalmente a atitude do chileno Júlio Bascuñan, que encerrou o confronto sem solicitar o auxílio do árbitro de vídeo para ao menos rever o lance. Irritado, o treinador usou uma metáfora envolvendo o nome do cantor norte-americano Stevie Wonder, que é cego, para classificar a postura da arbitragem.

"Acho que vocês viram ali. A única coisa que eu vou perguntar à Conmebol é o vídeo. É inadmissível, o árbitro estava a três metros do lance. Não estava encoberto por ninguém. O Stevie Wonder não precisaria do vídeo. Não vou falar mais de arbitragem, a única pergunta é: por que não foi usado o árbitro de vídeo? Eu quero que vocês façam essa pergunta, por que não foi usado? Aliás, nem precisa de vídeo neste lance", frisou Renato em entrevista coletiva após o jogo.

O treinador do time tricolor gaúcho também reclamou dos critérios utilizados pelo chileno Júlio Bascuñan na distribuição de cartões amarelos durante o duelo, especialmente em relação à punição aplicada ao zagueiro Kannemann devido a uma disputa dentro da área com o defensor Rolando García, do Lanús.

"Ele (árbitro) aproveitou para dar cartão ao Kannemann porque ele (adversário) já tinha. Nem o adversário merecia o cartão amarelo, o Kannemann menos ainda. Espero que, na Argentina, tenhamos uma arbitragem bem diferente", complementou Renato Gaúcho, projetando a segunda partida da final da Libertadores, marcada para a quarta-feira que vem, em Lanús, que fica na Grande Buenos Aires.

Por ter vencido o primeiro duelo, o time brasileiro chegará ao tricampeonato da principal competição continental (já faturou a taça em 1983 e 1995) se ao menos empatar com a equipe argentina. Uma vitória por apenas um gol de diferença do Lanús levará a decisão para os pênaltis, independentemente do número de bolas na rede que ocorrerem no confronto, pois o critério do gol fora de casa com maior peso para efeito de desempate não é aplicado na final do torneio.

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