Ivan Storti/Santos
Ivan Storti/Santos

Renato celebra despedida dos sonhos no Santos e espera ter êxito como dirigente

'Nunca escondi que esse era o meu time desde pequeno. A sensação é a mesma de quando fiz minha estreia', declarou o volante

Estadão Conteúdo

25 de novembro de 2018 | 00h14

A partida valia pouco para o Santos, mas a despedida de Renato dos gramados foi como a desejada por qualquer jogador: com vitória. Na noite deste sábado, o Santos superou o Atlético Mineiro por 3 a 2, na Vila Belmiro, pela penúltima rodada do Campeonato Brasileiro. E o volante e agora ex-jogador recebeu homenagens antes do duelo e no intervalo, tendo participado da parte final do segundo tempo do confronto.

Aos 39 anos, Renato vivenciou uma temporada complicada para o Santos. O time caiu nas semifinais do Campeonato Paulista, nas quartas de final da Copa do Brasil e nas oitavas da Libertadores. Além disso, viu a equipe chegar a estar ameaçada de rebaixamento no Brasileirão, torneio em que ascendeu para a nona posição com o triunfo deste sábado, assegurando vaga na próxima edição da Sul-Americana. Como dirigente, ele espera que o time tenha mais êxito em 2019.

"A gente passou por momentos difíceis, ficando naquela zona de desconforto. O Santos, pela grandeza, não podia ficar assim. A gente teve um campeonato de recuperação, infelizmente no final faltou aquele sprint para brigar pela vaga na Libertadores. Agora é encerrar, estar com o dever cumprido, e no ano que vem planejar para que a gente possa dar títulos ao torcedor", disse.

Encerrada neste sábado, a carreira de Renato teve duas passagens pelo Santos, sendo que na primeira, de 2000 a 2004, ele fez parte do elenco campeão brasileiro em 2002. Depois, fez seu retorno ao clube em 2014.

Neste sábado, viu os companheiros entrarem em campo com uma camisa que imitava um terno, em referência ao seu estilo de jogo refinado. Além disso, no intervalo, acompanhou vídeos de ex-companheiros, como Robinho. E revelou ter se emocionado ao se despedir do clube, realizando um sonho.

"Passa um filme, principalmente com os meus filhos. Meu sonho era fazer a despedida aqui, nunca escondi que esse era o meu time desde pequeno. A sensação é a mesma de quando fiz minha estreia", afirmou.

Nos últimos meses, Renato vinha acumulando a função de executivo de futebol com a de jogador. Agora concentrado no trabalho de dirigente, o volante promete trabalho para ajudar o Santos a voltar a brigar por títulos em 2019. "Fico agradecido por tudo o que eu fiz e espero começar com o pé direito no ano que vem. Junto aos outros profissionais do clube, fazer um Santos competitivo", concluiu.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.