Ricardo Saibun/ Divulgação
Ricardo Saibun/ Divulgação

Renato comemora sequência no Santos e sonha com título

'Com a boa pré-temporada que fiz, espero ir até o fim do ano sem nenhum problema', diz o substituto de Arouca na frente da zaga

SANCHES FILHO, Estadão Conteúdo

25 de fevereiro de 2015 | 20h05

A três meses de completar 36 anos, Renato começou a temporada como titular do Santos e depois de seis jogos parece ter convencido o treinador Enderson Moreira de que é o jogador certo para ocupar a vaga de Arouca, um dos jogadores que entrou na Justiça contra o clube por atraso de salário - foi contratado pelo Palmeiras. Superada a dor nas costas que o deixou fora de muitos jogos na temporada passada, o volante se sente bem fisicamente para mostrar o seu melhor futebol e até sonha com a conquista do Campeonato Paulista, um título que ainda falta na sua coleção.

"A gente vai entrar sempre para buscar o título e dar alegria ao torcedor. Com a pré-temporada boa que fiz, espero ir até o fim do ano sem nenhum problema. No ano passado as lesões me atrapalharam demais. Agora, como estou bem fisicamente, a confiança aumenta com a sequência de jogos e ao sentir que estou ajudando a equipe em campo. O que mais quero é jogar", disse.

Disciplinado fora e dentro de campo, Renato tem contrato de produtividade com o Santos até o fim do Campeonato Paulista e a tendência é que renove até dezembro não apenas por estar sendo útil ao time, mas também por ser conselheiro de jogadores promovidos recentemente da base. Remanescente da geração campeã brasileira de 2002 e 2004 pelo Santos e vice da Copa Libertadores em 2003, com Robinho e Elano, ele projeta jogar pelo menos mais três anos. "Depois devo ir morar em Campinas e arrumar alguma coisa para fazer", afirmou. 

Ídolo de infância de Geuvânio, Gabriel e Lucas Otávio, entre outros, Renato viveu um momento especial, antes do treino desta quarta, no CT Rei Pelé, ao ser escalado pela direção do clube para entregar ao ex-ponta-esquerda Pepe a camisa do Santos, com o número 80 nas costas, em homenagem aos 80 anos de vida completados pelo segundo maior artilheiro do Peixe, com 405 gols em 750 jogos, atrás apenas de Pelé.

"Foi o maior orgulho para mim ter entregue essa camisa para Pepe. Espero que ele passe dos 100 (anos). Esse homenagem que o Santos prestou a um dos maiores jogadores da sua história é muito justa. Na Europa isso é comum e o Santos faz bem ao reconhecer seus grandes ídolos. Quem sabe no futuro alguém possa dar uma camisa para mim", disse Renato.

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