Renato deve ganhar vaga de Kléberson

O meia Renato, do Santos, deve ser o único atleta em atividade no País a vestir a camisa titular da seleção brasileira no jogo com o Paraguai, dia 31, em Assunção, pelas eliminatórias do Mundial de 2006. Ele está na lista, anunciada hoje, dos 22 convocados para a partida e saiu na frente na disputa da vaga com Kléberson, do Manchester United. ?Nas últimas quatro semanas, o Kleberson ficou na reserva de seu clube. Isto pesa na definição?, disse Parreira, ao falar sobre a possibilidade de Renato ser escolhido para sair jogando. Depois, o treinador lembrou de outra opção para o setor: Juninho Pernambucano. Quem assistiu, porém, à entrevista coletiva de Parreira, percebeu um gesto afirmativo, com um leve movimento de cabeça do treinador, assim que respondeu a uma pergunta sobre as chances de Renato na equipe. A relação de nomes elaborada por Parreira não trouxe nenhuma novidade. Ronaldo foi convocado e terá de jogar pelo clube espanhol até o dia 28, véspera da apresentação do grupo, para garantir presença contra o Paraguai. O atacante sofreu lesão muscular na semana passada e os médicos do Real Madrid asseguraram que ele estará recuperado em poucos dias. Se Ronaldo não puder jogar, Parreira já manifestou a intenção de escalar Adriano, da Inter de Milão. O atacante do São Paulo, Luís Fabiano, ficaria assim na reserva. O mesmo critério de inclusão de Ronaldo na lista valeu para Belletti, do Villarreal. Contundido, tem previsão de alta para o fim de semana. Parreira deixou fora Rivaldo, sem clube, o que já era previsto. O craque pode fazer parte novamente da seleção se voltar a jogar por um grande clube. ?As portas estão abertas para ele. Quem vai determinar o futuro do Rivaldo na seleção é o próprio atleta?, disse Parreira. No rastro da ausência do craque, o técnico fez elogios a outro grande jogador, Kaká, num novo indício de que o ex-meia do São Paulo está com seu lugar garantido no time. ?Em um mês, ele se firmou no Milan e está fazendo seu nome no futebol italiano. Sem Rivaldo, a seleção perde em experiência. Com Kaká, ganha em juventude e entusiasmo.? O treinador disse que convocou ?a tropa de choque? ? o que tem de melhor ? para superar o ?forte? Paraguai e o calor em Assunção. ?Nossos atletas vêm do frio da Europa e isso implica num desgaste a mais.? Ele ainda utilizou uma frase de efeito para demonstrar otimismo. ?Vai ser um time-camaleão, com capacidade de vestir a camisa amarela, dois ou três dias depois de vestir camisas vermelhas ou azuis, e honrar a tradição do futebol brasileiro?, declarou, referindo-se ao pouco tempo de treino para a equipe e ao fato de que boa parte dos convocados estará atuando por seus clubes no fim de semana anterior ao da partida com o Paraguai, marcada para uma quarta-feira.O técnico não quis falar sobre os não-convocados. Perguntado sobre o desempenho de Mancini, da Roma, e de Edu, do Arsenal, nas últimasrodadas dos campeonatos europeus, disse que oportunidades não faltarão para quem estiver se destacando. ?Vem aí Copa América (em julho),amistosos, vai ter muita coisa pela frente.? Depois, citou Robinho, Diego, Juninho Paulista, Fábio Rochemback e Felipe (Flamengo), comojogadores que podem vir a integrar a seleção em futuras convocações.?

Agencia Estado,

16 de março de 2004 | 20h31

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