Renato Gaúcho vê melhor partida do Grêmio no ano

A torcida costuma tratar o Grêmio por "o imortal" e neste domingo a equipe gremista mostrou mais uma vez que continua se encaixando bem no apelido. Depois de ser eliminado pela Universidad Católica no Chile da Copa Libertadores, o time tricolor fez a sua melhor partida do ano, justamente contra o maior rival, e saiu na frente na decisão do Campeonato Gaúcho.

AE, Agência Estado

08 de maio de 2011 | 19h42

"Foi um clássico disputado. O Grêmio jamais se entregou. Taticamente, foi a melhor partida do ano. Tivemos oportunidade de fazer mais gols, mas enfrentamos um grande time. Os primeiros 90 minutos nós tivemos uma boa vantagem e os outros 90 serão lá em casa", analisou Renato Gaúcho. A segunda partida acontece no domingo que vem, no estádio Olímpico.

Reclamação do treinador só quanto ao número de gols perdidos. Não que três tenha sido pouco... "O Grêmio foi sempre superior em oportunidades, tivemos a chance de marcar, mas não tivemos a calma necessária na hora de concluir. Mesmo assim, conseguimos fazer três gols na casa do adversário", ressaltou o treinador.

Renato explicou como fez para elevar a confiança da equipe, abalada após a perda do segundo turno do Gaúcho, para este mesmo Inter, e a eliminação precoce na Libertadores. "Pedi que, independente do resultado, eles saíssem de campo de cabeça erguida. E pra isso teriam que se entregar. A maior motivação é dizer que eles poderiam entrar pra história do Grêmio. Ser orgulho para família, para os filhos, depois de colocar uma faixa no peito e a foto de campeão na parede", contou.

A coletiva do treinador, porém, foi marcada pela emoção de Renato Gaúcho ao lembrar de sua mãe, falecida há pouco mais de um ano. "Em primeiro lugar eu queria dar parabéns: feliz dia das mães. Estou muito feliz hoje", começou a falar o técnico, antes de dar uma pausa triste e revelar: "Desculpa gente, estou emocionado. Estou muito feliz pela vitória. Dedico à minha mãe. Sei que hoje ela orou por mim hoje", disse chorando.

Durante toda a coletiva, Renato evitou levantar os olhos para a direção dos jornalistas, se mostrou abatido. E foi assim até o fim. Ao abandonar a sala de imprensa do Beira-Rio, foi para os vestiários aos prantos, amparado por um segurança.

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