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Renato tem a grande chance na seleção

A escolha de Renato para a posição de primeiro volante no jogo deste sábado, do Brasil com a Venezuela, foi feita um pouco por exclusão. O titular Edmílson sofreu grave contusão e Gilberto Silva, a opção direta para substituir o atleta do Barcelona, também não pôde ir a Maracaibo. Está com um problema nas costas e só deve voltar à atividade em meados de novembro.Mas não se deve atribuir apenas à casualidade a escalação de Renato. Ele fez uma ótima temporada pelo Santos, destacou-se na Copa América e tem mantido o ritmo no Sevilla, da Espanha, para onde se transferiu em agosto.Nesta entrevista, concedida no auditório do Hotel Del Lago, em Maracaibo, Renato falou da expectativa de aproveitar a ausência de seus colegas, concorrentes na disputa de vagas no meio-de-campo da seleção, para se firmar na equipe. Ele sabe que Edmílson vai ficar em tratamento por pelo menos seis meses e que Gilberto Silva dificilmente voltará a defender o Brasil este ano.Por isso, quer aproveitar ao máximo as três últimas partidas do Brasil em 2004 - neste sábado, com a Venezuela; quarta-feira, contra a Colômbia, em Maceió; e em novembro, com o Equador, em Quito - para saltar a frente dos dois contundidos e praticamente garantir presença na Copa do Mundo de 2006.Agência Estado - Como vai ser atuar mais recuado, quando você vinha jogando na seleção como segundo volante, alternando com Juninho Pernambucano? Renato - Na Copa América, tive boa participação como primeiro volante. Eu me sinto bem em qualquer das duas posições. Agora, a marcação vai ser a prioridade, como me pediu o treinador. Não posso sair toda hora, somente uma vez ou outra, senão acabo abrindo espaços para a equipe da Venezuela. Mas, se der para arriscar, vou à frente. Nesse caso, o Zé Roberto e o Juninho me cobririam. AE - É mais difícil enfrentar a Venezuela fora ou a Colômbia em casa? Renato - A Venezuela deve abrir um pouco, em busca da vitória. Vai querer atacar diante da torcida. Isso pode nos ser favorável. Contra a Colômbia, o Brasil precisa de paciência, nosso time deve ter de encarar uma retranca. Às vezes, jogar em casa é mais complicado. Ano passado, contra o Equador, em Manaus, só conseguimos vencer por 1 a 0.AE - A saída de Edmílson e Gilberto Silva abre espaço para você se manter na seleção? Renato - Fiquei triste pelo que ocorreu com o Edmílson e o Gilberto. Preferia que eles estivessem aqui para a gente disputar a vaga em campo. Mas quero agarrar a oportunidade e brigar para ser titular. São três jogos muito importantes para que eu possa estar na Copa do Mundo de 2006. Pode ser uma nova etapa na minha vida.AE - Como tem sido a adaptação em Sevilla? Como foi recebido? Renato - A comida é boa, a cidade é ótima, o clima é muito agradável, parecido com o do Brasil. Já fiz três gols pelo clube. E o ambiente lá é o melhor possível. Os colegas de equipe, Daniel e Júlio Baptista, têm me apoiado bastante. Minha adaptação foi muito rápida. Estou morando num chalé e, apesar de estar sozinho, minha mulher (Lilian) e meu filho (Renato Henrique) ainda não viajaram, estou me sentindo bem.AE - Tem acompanhado o Campeonato Brasileiro. Acredita no título para o Santos?Renato - Estou torcendo pelo Santos, o clube que me abriu as portas para a seleção e Europa. Deixei muitos amigos lá. Dá para ser campeão. Ainda falta muita coisa. É importante manter a tranqüilidade e torcer por tropeços do Atlético-PR.

Agencia Estado,

09 de outubro de 2004 | 11h04

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