Nelson Almeida / AFP
Nelson Almeida / AFP

Renato vê Grêmio 'roubado' e diz que preferia 'levar 5 a 0' do que cair pelo VAR

Equipe gaúcha reclama de primeiro gol do River, que teria sido feito com a mão e não foi revisado pela tecnologia

Estadão Conteúdo

31 Outubro 2018 | 09h06

Renato Gaúcho demorou muito para comparecer à entrevista coletiva após a eliminação do Grêmio na Copa Libertadores da América. De banho tomado para tirar a roupa encharcada pela chuva, o técnico só apareceu na sala de imprensa uma hora após o término do duelo que terminou com vitória por 2 a 1 para o River Plate, na noite desta terça-feira, em Porto Alegre, e enfrentar os repórteres. E, ao comentar o revés, o treinador acredita que o seu time foi prejudicado pela arbitragem de vídeo, que apontou um pênalti cometido por Bressan que não foi flagrado no campo pelo juiz uruguaio Andrés Cunha, mas deixou de impugnar o gol irregular que garantiu o empate ao time argentino.

"Eu preferia ter levado um 5 a 0 do que sair da Libertadores pelo VAR (árbitro de vídeo)", ressaltou. Ele acredita que o jogo estava controlado pelos gremistas, que venciam até os 36 minutos do segundo tempo, quando o River empatou o duelo, mas ele lamentou os fatos ocorridos no final e que determinaram a virada. "O Grêmio foi roubado. Ou será que tinha lá dentro (da sala onde ficam os árbitros de vídeo) o Steve Wonder", ironizou o comandante ao comparar o árbitro com o cantor cego norte-americano.

"Aconteceram coisas que são do futebol, mas são inaceitáveis. Não vou culpar o árbitro do jogo, agora é inaceitável o árbitro do VAR não chamar o árbitro do jogo pelo primeiro gol do River (que tocou na mão do atacante). Foi um lance rápido, mas não tem desculpa, porque o gol saiu com o braço. O pênalti, no segundo gol, foi legítimo. Só que uma coisa leva a outra. A gente estaria ganhando por 1 a 0 ainda neste momento do pênalti", reforçou Renato.

Questionado sobre a troca de Maicon por Everton ainda aos oito minutos do segundo tempo, o treinador negou que substituição tenha colaborado para o resultado negativo amargado nesta terça. "De maneira alguma isso atrapalhou porque vocês (jornalistas) não sabem as coisas que acontecem nos vestiários, nem as conversas que eu tenho com os jogadores. No intervalo, tanto o Maicon como o Ramiro me disseram que estavam com as pernas pesadas. Um eu teria que tirar. Coloquei o Everton para um lado, o Alison para outro e deixei o Ramiro mais no meio. Acredito que o Grêmio melhorou e teve a bola do jogo com o Everton. Poderíamos ter feito o gol e matávamos o jogo ali", apontou.

Renato também revelou irritação ao comentar as reuniões da Conmebol para discutir sobre a utilização do VAR. "As reuniões chegam a dar raiva. Me deixam ‘p’ da vida. A Conmebol gasta milhões de dólares para a gente ver esta palhaçada. A raiva continua. Vocês teriam de perguntar para o árbitro do VAR: 'Por que não marcou o pênalti?' Sou a favor do VAR, mas ele tem atrapalhado o jogo de futebol", enfatizou.

O técnico manteve o discurso crítico ao VAR, deixando de lado a análise mais profunda sobre o jogo. "O jogo estava controlado até o 0 a 0. O River não criava situações perigosas. Nós saímos na frente e tivemos a bola do jogo. Daí aconteceu este lance do pênalti e mudou a história", continuou. Para o treinador, ainda de cabeça quente, a lição do jogo é que "eu faria tudo da mesma maneira, porque fizemos tudo certo".

 

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