Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Renda de Chile x Japão só é inferior a de um jogo do São Paulo em 2019

Arrecadação bruta foi de R$ 4.705.020,00 para um público de apenas 23.253 pagantes no Morumbi

Almir Leite, João Prata, Leandro Silveira, O Estado de S.Paulo

17 de junho de 2019 | 22h25

A renda da goleada do Chile por 4 a 0 sobre o Japão, jogo que encerrou a primeira rodada da fase de grupos da Copa América no Brasil, só foi inferior a de uma partida do São Paulo no Morumbi em 2019, o empate sem gols contra o Corinthians, em 14 de abril, no primeiro confronto da decisão do Campeonato Paulista. Naquela ocasião, a arrecadação foi de R$ 6.350.830,00 para um público de 58.713. 

Nesta segunda, a renda bruta foi de R$ 4.705.020,00, mas para um público bem inferior, de 23.253 pagantes. Isso significa que o preço médio das entradas na estreia dos atuais bicampeões da Copa América foi de R$ 202, quase o dobro do tíquete médio da decisão do Paulistão, que havia sido de R$ 108.

Além disso, em uma Copa América de públicos modestos e rendas elevadas, este foi o compromisso com terceira maior presença da torcida na primeira rodada da competição, atrás da vitória brasileira por 3 a 0 sobre a Bolívia, também no Morumbi, que atraiu 46.342 pagantes, e também do triunfo da Colômbia por 2 a 0 diante da Argentina, na Fonte Nova, com 35.572 torcedores. 

Além da final do Estadual, outros cinco jogos do São Paulo no Morumbi nesta temporada tiveram públicos maiores, casos dos confrontos com Talleres (44.737). Bahia pelo Brasileirão (44.640), Palmeiras (43.302), Flamengo (38.749) e Botafogo (26.353). Mas as rendas desses jogos foram bem inferiores do confronto da Copa América.  

Nesta segunda, a quem se dispôs a pagar caro pelos ingressos, esteve em um estádio que deu ao Chile a sensação de jogar em casa. As camisas vermelhas eram predominantes nas arquibancadas, ainda que essa coloração se confundisse com a das cadeiras. Mas o barulho feito pelos torcedores, que em diversos cânticos exaltaram a condição de bicampeões da Copa América, não deixou dúvidas sobre quem tinha o maior apoio em São Paulo nesta segunda-feira.

E só demonstraram alguma insatisfação no momento do anúncio dos times, com o técnico Reinaldo Rueda, que faz trabalho modesto desde a sua chegada, no começo de 2018. Além disso, eram barulhentos, bem mais até do que os brasileiros que acompanharam no mesmo local a vitória da seleção por 3 a 0 sobre a Bolívia, na última sexta-feira, na abertura da Copa América. 

Ainda que São Paulo seja conhecida pela sua grande colônia japonesa, foi difícil ver seus torcedores presentes ao Morumbi, ainda mais que a sua seleção veio com uma formação visando a participação nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, composta basicamente por jovens.

Os brasileiros até tentaram dar alguma força aos nipônicos, incluindo gritos de "eu acredito", mas quase sempre foram ofuscados pela cantoria chilena, como gritos de "olé" com apenas 20 minutos do segundo tempo, quando o placar era de "apenas" 2 a 0. E, com o triunfo chileno definido com bastante antecedência, os torcedores se uniram em uma "ola" no Morumbi. Mas a festa foi toda dos chilenos, que comemoraram quatro gols e deixaram o estádio sorridentes e esperançosos na defesa do bicampeonato da Copa América.

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