Reprodução/ Instagram André Henning
Reprodução/ Instagram André Henning

Renovem com o ‘professor’!

Pois é o que a CBF precisa dar a Tite. A chance de um ciclo completo. A oportunidade de ir ao Catar sabendo o que esperar

André Henning, narrador

02 Julho 2018 | 04h00

A primeira vez é sempre surpreendente. O medo, a ansiedade, o desconhecido, tudo faz com que o corpo não responda como se imaginava, o momento não te deixa relaxar como deveria... A gente descobre que tudo aquilo que se imaginava, na realidade não era bem assim. E, inevitavelmente, fica o gostinho do quero mais. Ah, se pudesse voltar atrás e fazer de novo! Ah, se tivesse outra chance!

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Pois é o que a CBF precisa dar a Tite. A chance de um ciclo completo. A oportunidade de ir ao Catar sabendo o que esperar. Por mais que lá no longínquo novembro de 2022, o Brasil terá uma estreia na Copa, que passará pelos mesmos frios na barriga, ansiedades, medos, polêmicas e incertezas da convocação. Tite já terá passado por essa experiência. Já saberá como seu corpo e mente vão agir e reagir, o que a imprensa e a torcida vão esperar. 

Escrevo antes do jogo contra o México. Dependendo do horário da leitura, o leitor pode pensar: onde esse cara está com a cabeça! Saímos nas oitavas e ele quer repetir o treinador na Copa seguinte! Sim, quero. E o Tite merece! Do jeito que pegou a seleção, ameaçada, ele merece um ciclo completo, montar um planejamento de quatro anos, fazer testes com mais jogadores, planos táticos... Não tenha dúvidas de que a seleção chegaria ao Catar melhor do que chegou à Rússia. Mesmo com derrota para o México, meu caro leitor. Isso é do futebol. Mas uma coisa não dá para negar: o Brasil chegou bem nesta Copa.

Não é que não tenhamos treinadores à altura do cargo (esqueça esse negócio de técnico estrangeiro, pois, enquanto formos vivos, não vai acontecer). Até temos, mas não há um deles pedindo passagem, dando sinal de luz, farol alto e merecendo a vaga. Não ficaríamos a pé sem Tite, mas não teríamos ninguém melhor do que ele.

 

Falhas aconteceram na era Tite? Sim! Podemos discutir um ou outro nome da convocação? Podemos (devemos)! Poderíamos ter organizado melhor essa parte familiar com convidados, amigos e patrocinadores em Sochi? Sem dúvida, apesar de que isso parece incomodar mais os jornalistas. Qualquer planejamento, de qualquer treinador, teria falhas. Então, por que não viver outra vez essa experiência? O futebol sempre dá segunda chance. Por que não o Tite? CBF, assina logo com o homem!

*ANDRÉ HENNING É NARRADOR DO ESPORTE INTERATIVO

 

 

 

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