Renúncia de integrante de comissão põe reforma da Fifa em xeque

Uma influente integrante do comitê que assessora o processo de reformas na Fifa deixou o cargo acusando a entidade de não estar realmente empenhada em ser mais transparente.

Reuters

22 de abril de 2013 | 20h15

Alexandra Wrage, que participava do comitê independente de governança da Fia (CGI), criado para assessorar a organização após casos de corrupção, disse à Reuters que sua permanência não fazia mais sentido.

A Fifa não se pronunciou.

"Todos nós trabalhamos para sermos efetivos", disse Wrage à Reuters nesta segunda-feira. "Quando você não consegue ter um impacto, ou chegou a uma posição em que não acredita que possa ter um impacto, você passa para coisas onde possa (ter esse impacto). Eu não estava tendo impacto sobre a governança da Fifa."

Segundo ela, a resposta da Fifa às recomendações da comissão foi "francamente de tirar o fôlego".

Sua renúncia não é uma surpresa completa, já que neste mês o presidente da CGI, Mark Pieth, declarou publicamente que o grupo estava enfrentando empecilhos da própria Fifa.

A canadense Wrage disse que, após o apoio inicial a algumas propostas da CGI, ela ficou com a impressão, a julgar por declarações públicas, de que o presidente da Fifa, Joseph Blatter, não estava comprometido com reformas mais sérias e detalhadas.

"Acho que Blatter passou a mensagem errada de que o processo de reformas está terminando, que a missão foi cumprida e que eles podem se declarar reformados."

(Reportagem de Simon Evans)

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