República argentina na Zona Leste

A estrela corintiana no clássico de domingo fez um treinamento especial para enfrentar o São Paulo. Tevez ficou até quatro horas da madrugada de hoje assistindo ao grupo de pagode Batom na Cueca na danceteria Santa Aldeia, na Vila Olímpia.Só depois de 45 dias no Brasil, os argentinos Tevez e Sebastian começaram a se arriscar na noite paulistana, dispensando seguranças oferecidos pela MSI. Tatuapé, Jardins e Vila Olímpia são os bairros que estão sendo descobertos pela dupla. Eles serão os desbravadores para o amigo em comum Mascherano, que deverá chegar em julho. A comunidade argentina está gostando do que está vendo. "São Paulo é grande. Tem muita festa. Todos os dias. Tenho 20 anos e vou viver como quem tem 20 anos", disse Tevez no Sambódromo durante o carnaval. "Quero aproveitar o lado cultural e gastronômico da cidade", afirma Sebastian. "Eles têm personalidades bem diferentes. Cada um gosta de uma coisa", deixa escapar Betão, um dos cicerones dos ?hermanos?.Os gostos são bem definidos. A paixão de Tevez pela noite, balada mesmo, fez com que ele rompesse com grande parte da imprensa argentina. Sebastian prefere a praia. Quando o sol se vai, procura restaurantes com sua noiva.O primeiro lugar que ambos conheceram de São Paulo foi o Unique, primeiro hotel onde ficaram. Sebastian preferiu o ?céu? (o restaurante Skye, que fica na cobertura), enquanto Tevez gostou do ?inferno? (o subsolo onde acontecem festas e desfiles). O presidente da MSI, o iraniano Kia Joorabchian, levou-os para comer no Fasano e no Ecco, dois restaurantes que conheceu e adorou nos Jardins.Depois chegou a vez da Zona Leste. A dupla ficou no hotel Blue Towers, concentração do Corinthians, no Tatuapé. Lá, começou a andar pelas próprias pernas. No lobby do hotel, há um aparelho batizado de Mr. Guia. Indicador de baladas, recomenda desde casas de pagode até locais como o Café Photo.O Shopping Anália Franco é uma tentação que não foi desprezada. Consumidores contumazes, os dois circulam com prazer pelas alamedas do local. Gil já recomendou o restaurante Outback, especializado em grelhados. "O Corinthians não sai daqui. Desde os tempos do Parreira, passando pelo Tite. Estamos esperando os argentinos", diz Mário, o chefe da cozinha.Picanha do Parque São Jorge - Onde eles já comeram e juram ter gostado é o restaurante a quilo do próprio Corinthians. Pegaram fila como qualquer mortal. Só não pagaram os R$ 13,99 por quilo. "O Sebastian adorou a nossa picanha. Já o Tevez não quis carne. Ficou na salada. Mas eles foram muito gentis. São gente fina. Trataram a gente bem demais", conta o auxiliar de cozinha Élcio Almeida Lopes.Tevez parece mesmo ter problema com a carne brasileira. Ele não gostou do churrasco que experimentou na concentração. Nem das churrascarias onde levou sua família. Desabafou com Betão. O empresário Adrian Ruocco o censurou imediatamente, não quer problemas com adaptação no Brasil. Só que já era tarde. "O Tevez deve ter ido para churrascarias baratas. Ele está desafiado a não gostar da nossa comida. Verá que brasileiro sabe fazer carne", garante o proprietário do Bracia Parrilla, Carlos Warzee Jr. O desafio está reservado para o dia 12 de março, quando está programada uma festa fechada para o argentino, de acordo com um funcionário da churrascaria.Sebastian e sua noiva são mais discretos. Aproveitando que toda a badalação está voltada para Tevez, têm ido ao cinema - programa que o zagueiro adora. Como o casamento deverá acontecer ainda este ano, os dois têm jantado preferencialmente com jogadores corintianos e suas esposas.

Agencia Estado,

26 de fevereiro de 2005 | 10h57

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