Reservas da seleção atraem 500 torcedores na Gávea

A intenção da CBF de programar o treino no CT do Flamengo foi o de aproximar a seleção do público carioca

15 de outubro de 2007 | 20h12

Crianças se agarraram ao alambrado enferrujado de uma das laterais do campo da Gávea e protestaram nesta segunda-feira com o incentivo dos pais: queriam a liberação da arquibancada para acompanhar o treino da seleção brasileira em situação menos desconfortável. Veja também: Seleção retorna ao Brasil e apenas reservas treinam na Gávea Dunga aponta erro no meio-campo e espera corrigir até quarta Vote: como você avalia a estréia do Brasil nas Eliminatórias? A intenção da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de programar para a sede do Flamengo a atividade desta segunda-feira dos reservas da equipe de Dunga tinha um objetivo: o de aproximar a seleção do público carioca. Mas isso quase não foi possível. Com a colocação de painéis dos patrocinadores da seleção ao redor do gramado, o campo visual era restrito para quem estava localizado do lado oposto ao dos vestiários da Gávea. De acordo com o Flamengo, as determinações a respeito da presença de público partiram da CBF. E só os associados estavam autorizados a ver um treino sem graça, em que os reservas e mais o goleiro titular Júlio César se exercitaram. O que crianças e adolescentes e pais não sabiam era a limitação imposta por Dunga. Graças a uma iniciativa do auxiliar-técnico Jorginho, o acesso à arquibancada foi permitido já depois de iniciado o treino físico. Cerca de 500 pessoas passaram então a homenagear os jogadores do Brasil, em especial, Júlio César, formado nas categorias amadoras do Flamengo. Num gesto simpático, os torcedores mirins também aplaudiram o goleiro Doni. Mas não demorou muito para que outro grupo pedisse a convocação de Obina, atacante e ídolo do clube.O tratamento inicial dispensado aos associados do Flamengo contrastava com declarações de Dunga, em entrevista coletiva concedida no início da tarde, num hotel da zona sul do Rio. "O povo gosta da seleção. Comprou 70 mil ingressos em 72 horas (para o jogo de amanhã, com o Equador, no Maracanã). As crianças, as famílias querem ver a seleção." Queriam vê-la ontem também e só conseguiram depois de muitas reclamações, a partir da metade do treino. No final, Júlio César, o mais aplaudido na Gávea, retribuiu o carinho dos fãs e falou de sua identificação com o Flamengo.  "Meu passado foi muito bom e, no futebol, uma das coisas mais importantes é você deixar as portas abertas, e eu fiz isso no Flamengo. Quando pisei aqui (na Gávea) eu revi amigos, colegas, seguranças e isso é bem legal", disse o goleiro, que deixou o clube em 2004 e hoje defende a Inter de Milão.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.