Célio Messias/Estadão
Célio Messias/Estadão

Reservas do Palmeiras dão conta do serviço e vencem o Paulista

Alviverde rebaixa o time de Jundiaí e mantém equipe na briga contra o Santos por melhor campanha

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

09 de março de 2014 | 20h51

SÃO PAULO -  Com um time cheio de reservas, o Palmeiras venceu o Paulista, em São José do Rio Preto, por 3 a 1, e, mesmo dividindo as atenções com a Copa do Brasil, mostra que vai brigar com o Santos até a última rodada pela liderança geral do Campeonato Paulista. O péssimo gramado do estádio Benedito Teixeira foi um adversário até mais complicado do que o Paulista, que não venceu um jogo sequer ainda. Tanto que, com o resultado de ontem, o time de Jundiaí foi o primeiro rebaixado do estadual.

Além de poupar vários jogadores, Gilson Kleina também mexeu no esquema tático. Sem um atacante na área, o time voltou ao 4-4-2 com Bruno César atuando mais avançado, entre Vinícius e Patrick Vieira, que caíam pelas pontas. O problema é que, com essa formação, o time tinha mais a bola no pé, mas encontrava muitas dificuldades para criar jogadas.

Com cerca de 15 minutos de jogo, Kleina percebeu que desse jeito não chegaria a lugar algum e pediu para Bruno César recuar e atuar verdadeiramente como meia, ao lado de Mendieta. A mudança surtiu efeito, já que aos 19, o paraguaio se livrou da marcação e acertou belo passe para William Matheus que, na esquerda, bateu cruzado e abriu o placar.

Além da falta de criação outro problema, este não resolvido por Kleina, era a falta de poder de marcação e o Paulista aproveitou. Eguren perdeu a bola no campo de ataque e propiciou o contra-ataque que terminou com Marcelo Oliveira derrubando Victor Hugo dentro da área. Aos 26, David Batista cobrou o pênalti no meio do gol e empatou.

O lance abalou o Palmeiras, que até o fim do primeiro tempo passou a mostrar muito nervosismo e ficar mais preocupado em reclamar da arbitragem do que jogar bola. No intervalo, Kleina resolveu voltar ao velho esquema com um atacante na área. Miguel entrou no lugar de Eguren, que teve uma atuação desastrosa.

Aos 7, Victor Hugo cometeu falta em Patrick Vieira e foi expulso, o que facilitaria a vida do Palmeiras. Mas, quatro minutos depois, Marcelo Oliveira, apesar da experiência, se comportou como juvenil e também recebeu cartão vermelho, após falta em Gabriel Leite.

DESLANCHOU

Com dez jogadores de cada lado, o jogo ficou mais aberto e o Palmeiras continuava com muitas dificuldades na criação. Para preencher a lacuna na zaga, sem Marcelo Oliveira, Kleina promoveu a estreia de Victor Luis, que entrou na lateral-esquerda e William Matheus foi para a zaga.

O espaço foi tanto que o gol da vitória saiu em um contra-ataque. Aos 22, Vinícius partiu em velocidade, deixou a marcação para trás e tocou na saída do goleiro para Miguel, que apareceu livre no meio da área e com frieza mandou para as redes.

Com tranquilidade, o Palmeiras garantiu a vitória aos 42. Mazinho partiu pela esquerda e cruzou para Patrick Vieira chutar, a defesa cortou e, no rebote, acertou uma bomba e fez o gol. Não foi uma grande atuação, mas o Palmeiras mostrou que pode contar com seu elenco para dividir as atenções do Paulistão com a Copa do Brasil.

FICHA TÉCNICA

PAULISTA 1 x 3 PALMEIRAS

PAULISTA - Ian; Crystian (Jhonny), Malcon, Leandro Vicentin e Victor Hugo; Dodó, Everton, Gabriel Leite (Felipe Silva) e Diego Rosa (Márcio Pitti); Erik Mamadeira e David Batista. Técnico: Beto Cavalcante.

PALMEIRAS - Fernando Prass; Bruno Oliveira, Tiago Alves, Marcelo Oliveira e William Matheus; Eguren (Miguel), França, Mendieta e Bruno César (Victor Luis); Patrick Vieira e Vinícius (Mazinho).Técnico: Gilson Kleina.

JUIZ - Marcelo Aparecido R. de Souza.

CARTÕES AMARELOS - Marcelo Oliveira, França, Victor Hugo, Mendieta, David Batista e Miguel.

CARTÕES VERMELHOS - Victor Hugo e Marcelo Oliveira.

PÚBLICO - 16.158 pagantes.

LOCAL - Benedito Teixeira, em São José do Rio Preto.

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