AP Photo/Martin Mejia
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Reservas do São Paulo desperdiçam chance de impressionar Ceni com jogo fraco no Peru

Com gol decisivo, Luciano é um dos raros destaques da equipe tricolor no primeiro duelo pela Copa Sul-Americana

Marcos Antomil, especial para o Estadão

08 de abril de 2022 | 05h00

Quando escolheu utilizar os reservas no jogo de estreia da Copa Sul-Americana, Rogério Ceni tinha dois grandes objetivos. O primeiro deles era poupar os principais atletas, após a derrota na final do Paulistão, para a rodada inaugural do Brasileirão, domingo, diante do Athletico-PR. Além disso, o treinador esperava encontrar opções para rodar mais o elenco do São Paulo ao longo da temporada.

Nem mesmo a transferência do jogo da altitude de 3.400 metros de Cuzco para a capital peruana Lima beneficiou os suplentes são-paulinos. Somente Luciano, autor do gol da vitória na reta final da partida, mostrou que pode disputar a vaga de titular com Eder ou Jonathan Calleri. O atacante foi bastante participativo e criou algumas chances para si e os companheiros buscarem o gol.

Os gols do São Paulo na partida foram originados em bolas paradas. Os zagueiros Miranda e Arboleda fizeram valer de sua estatura e bom posicionamento, respectivamente, para dar alegria dos torcedores do time do Morumbi, que àquela altura vivia uma partida eletrizante, com quatro gols no jogo (dois para cada equipe) em menos de 25 minutos.

Mas as falhas defensivas e pouca criatividade atrapalharam os planos do São Paulo. O uruguaio Techera, principal atleta do Ayacucho, deitou e rolou na marcação, principalmente quando encontrava Miranda. Na segunda etapa, ajustes foram feitos para conter o ímpeto do jogador. As correções aparentaram melhora na defesa do São Paulo, mas o ataque não foi contundente e deixou a desejar.

Sem público no estádio Nacional de Lima, foi possível ouvir as consecutivas reclamações de Rogério Ceni com seus comandados. O técnico cobrava intensidade dos atletas e movimentações aceleradas para quebrar a marcação do Ayacucho. Em determinado momento, o ex-goleiro perdeu a paciência com o lateral-direito Moreira, de 17 anos. Apesar de ter tocado muitas vezes na bola, o jovem não cumpria o plano do treinador e saiu do jogo como uma decepção. O tempo e novas oportunidades devem permitir ao jogador cumprir as expectativas.

Os atletas que não apareceram por aspectos negativos, em sua maioria tiveram atuações discretas. Patrick, Rigoni e Marquinhos estiveram apagados ao longo do tempo em que estiveram em campo. Tiago Volpi falhou no segundo tento do Ayacucho.

Além dos três pontos conquistados, Rogério Ceni traz na bagagem incertezas sobre o potencial de seu elenco e prova o porquê de depositar tanta confiança nos titulares que foram vice-campeões paulistas e jogarão a abertura do Brasileirão.

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