Resgatado no mar, ex-goleiro passa bem

A lancha Phanton, de 24 pés, em que o ex-goleiro doAtlético Paranaense, Ricardo Pinto, 38 anos, saiu para pescar às 8h30da manhã de quarta-feira, no litoral paranaense, e que estavadesaparecida, foi encontrada somente por volta das 10h20 desta sexta-feira porum barqueiro que ajudava nas buscas. Com pane elétrica, ela estava àderiva entre as ilhas Itacolomi e Currais. Ricardo Pinto, o empresárioJuarez Gams, dono da lancha, o professor de musculação, Ivan PintoRibeiro, e o piloto Jorge Colaço, estavam bem, apesar do cansaço. Segundo Ricardo Pinto, o problema na lancha foi detectado antes deeles chegarem ao pesqueiro, quando estavam a cerca de 50 quilômetros dacosta e sem contato por rádio ou celular. "Tentamos resolver de umaforma ou outra e, quando vimos que não haveria solução, fomos tentarsobreviver", contou. Ele disse que durante o restante do dia não houvemaiores dificuldades. "À noite complicava, porque não via o tamanho dasondas, chovia muito forte e o frio era muito." O medo também eragrande. "Mas o marinheiro era experiente e nos deu muitatranqüilidade." Com menos problemas de maresia em relação aos dois outrospassageiros, que precisavam passar o tempo deitados na cabine, eleajudava o piloto nas tarefas diárias. "No dia seguinte (quinta-feira),veio a esperança de nos encontrarem", disse. No litoral, o Corpo deBombeiros já tinha sido avisado e a Capitania dos Portos iniciava asbuscas, apesar do tempo ruim. O ex-goleiro, que atualmente tem umaescola de futebol em Curitiba, disse ter avistado barcos e navios, masnão foram percebidos por eles. "Quando chegou a noite começou aassustar um pouco porque estava um tempo muito feio, o mar muitorevolto", contou. Ele disse que nesta sexta as esperanças renovaram-se juntamente com oclarear do dia. Mas não aparecia mais ninguém. "O único barco que vimosfoi o que nos resgatou, por volta das 10h20", afirmou. Nesse momento,já havia um barco da Marinha, um avião da Força Aérea Brasileira e umhelicóptero particular ajudando nas buscas. Esta era a primeira pescaria que Ricardo Pinto faria no mar. E não pretende repeti-la. "Agora é só jogar futebol, que imaginava sabia fazer", brincou.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.