Resignado, Mustafá já admite saída de Love

Não será neste sábado, contra a Ponte Preta, no Parque Antártica, a despedida de Vágner Love do Palmeiras. Mas o próprio presidente Mustafá Contursi já reconhece publicamente: será muito difícil segurar o atacante no Parque Antártica. "Não tem como segurar nenhum atleta quando ele recebe uma proposta substancial do exterior. Haja vista o exemplo do Edmílson, que foi para o Japão contra a nossa vontade. Então, quando esse tipo de negócio aparece, é preciso saber entendê-lo".As palavras do presidente confirmam a proposta de um grupo de empresários portugueses é irrecusável: U$ 10 milhões. Para Vágner, é melhor ainda: próxima de 100 mil euros (R$ 360 mil) de salários. O jogador, porém, disse nesta sexta-feira que não vai deixar o negócio atrapalhar o seu desempenho no time do Palmeiras. "Estou com a cabeça boa, concentrado só no meu trabalho. O que tiver de acontecer, vai acontecer. Se eu continuar fazendo gols e jogando bem, os dólares ou os euros vão aparecer de uma forma natural".Apesar do discurso bem programado, Vágner já se sente a caminho do futebol europeu. Mas para evitar problemas com a torcida e com a própria diretoria, o atacante prefere transferir ao presidente do clube a responsabilidade de sua transferência. ?Quem vai decidir é o Mustafá. Se ele achar que eu devo ir embora antes ou no final do ano ou do meu contrato, é ele quem decide?.Vágner tem mais três anos de contrato com o Palmeiras. Em carteira, ele ganha R$ 8 mil. Mas a conta da diretoria é outra. Levando-se em consideração as antecipações e a casa de R$ 100 mil que o clube lhe ajudou a comprar, no Rio de Janeiro, sua retirada mensal chega aos R$ 25 mil, de acordo com o próprio Palmeiras. Ainda que o jogador recebesse um ótimo aumento, seria impossível para o clube competir com o mercado europeu.O assunto sobre a transferência de Vágner para a Europa ficou tão quente nesta sexta-feira que em dado momento até o jogo contra a Ponte acabou ficando em segundo plano. Em meio às entrevistas, o jogador disse que não tem preferência entre jogar na Itália ou na Espanha. "Só acho que se tiver de sair, tem que ser para um time de ponta, e para um lugar onde a minha adaptação seja possível".Quanto ao jogo deste sábado, os objetivos do atacante estão bem definidos: ele só pensa em fazer gols. "Lógico que penso em ser o artilheiro também da série A, mas não é só isso que importa. Ajudar o Palmeiras a alcançar vitórias é a prioridade. E o time já mostrou nas duas últimas partidas (Corinthians e Goiás) que ainda tem potencial para crescer".

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