Resolução da FPF ajuda o Corinthians

Uma resolução assinada pelo presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Eduardo José Farah, pode livrar o Corinthians do rebaixamento para a Série A2 do futebol paulista, mesmo que o time do Parque São Jorge termine a competição em último ou penúltimo lugar. Nesse caso, como se trata de um clube fundador da FPF, o Corinthians terá mais uma chance para permanecer no grupo de elite do futebol paulista ao fazer um jogo extra contra o segundo melhor colocado da A2, que estaria na expectativa para subir. Se o Corinthians, que está atualmente na 14.ª posição com 5 pontos ganhos, perder o jogo extra estará automaticamente rebaixado. Caso contrário, o time de Wanderley Luxemburgo continua na A1, e sobe apenas um time, informou hoje o vice-presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos. Hoje, o Bragantino é quem disputaria a vaga com o Corinthians. O presidente do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da FPF, Marco Polo Del Nero, que acumula a presidência do Sindbol (Sindicato das Associações de Futebol Profissional do Estado de São Paulo, considera a resolução de Farah legítima para proteger os fundadores da entidade. "Não tenho conhecimento da resolução, mas se a FPF informou é porque ela existe e os clubes têm conhecimento disso. Não é uma medida que está guardada na gaveta para ser usada quando necessária", concluiu Del Nero. O time do Parque São Jorge, líder do ranking do futebol paulista, com 23 títulos regionais conquistados, disputa com a Matonense e a Internacional a sobrevivência no grupo de elite. A equipe da capital está na 14.ª posição com 5 pontos ganhos, graças à vitória sobre o Palmeiras e os empates diante do Rio Branco e São Caetano. A Matonense e a Internacional têm 4 pontos cada, mas o time de Matão está na 15.ª colocação, porque tem uma vitória no tempo normal, justamente sobre o Corinthians, e um empate. Já os pontos da Internacional foram obtidos com vitórias nos pênaltis. A ameaça da "lanterna" incomoda o técnico Wanderley Luxemburgo e os jogadores. Por isso, desde terça-feira à noite que o time está treinando, sob regime de concentração, em Serra Negra. O atacante Paulo Nunes, um dos que tem menos tempo no clube, também acha importante ficar isolado, fora da capital. "Se a crise em um clube grande é forte, no Corinthians você multiplica por cem", afirmou o atacante, com a experiência de ter atuado no Flamengo, Grêmio (duas vezes) e Palmeiras. Luxemburgo tenta aparentar tranqüilidade, apesar da forma acalorada como conduz os treinos em Serra Negra, gritando muito com os atletas. Ele enfatiza que ainda não "jogou" a toalha, embora admita que as chances matemáticas de classificação estão sustentadas por um fio. Ao mesmo tempo, o técnico começa a preocupar-se com a participação do time na Copa do Brasil, que poderá levar o Corinthians a disputar a Taça Libertadores da América em 2002. O treinador considera as duas próximas partidas, contra o Guarani, domingo, em Campinas, e dia 10, diante da Internacional, em Limeira, decisivas para seu time continuar sonhando com a próxima fase do Paulista. "Aqui em Serra Negra estamos recuperando a força, e acertando a equipe com treinos e muita conversa. Tenho feito palestra em grupo com os jogadores, e conversando com cada atleta no seu apartamento", disse o treinador.

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