Eric Bridiers/ US Mission/ Divulgação
Eric Bridiers/ US Mission/ Divulgação

Respeito aos direitos humanos será requisito para sediar Copa

Fifa traz especialista para novas exigências a países interessados

Estadão Conteúdo

14 de dezembro de 2015 | 13h34

Preocupada com as seguidas denúncias de desrespeito aos direitos humanos no Catar, a Fifa contratou um especialista para elaborar novas exigências aos países que pretendem sediar a Copa do Mundo e aos patrocinadores interessados em se tornar parceiros da entidade máxima do futebol.

O professor de Harvard John Ruggie, com a experiência de já ter trabalhado com a Organização das Nações Unidas (ONU), vai produzir um relatório mostrando como os direitos humanos podem se aliar aos negócios da Fifa para se tornar prática recorrente da entidade. O relatório deve ser entregue em março do próximo ano.

A contratação de Ruggie é uma resposta da Fifa aos críticos quando aos problemas relatados durante as obras dos estádios e da infraestrutura do Catar para sediar a Copa do Mundo de 2022. Acidentes e excesso de trabalho são relatados com frequência pelos operários envolvidos nas construções.

O relatório de Ruggie deve influenciar na escolha da sede de 2026. Neste processo de escolha a Fifa já deve exigir que os países comprovem ter adequadas leis trabalhistas. Candidatos também não poderão deslocar comunidades para construir estádios e estruturas para a Copa, como denunciou a Anistia Internacional em casos no Brasil, tanto para realizar o Mundial quanto para sediar os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

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