Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Resumo da rodada: Corinthians e São Paulo não saem do lugar

Rivais só empatam, ficam longe da Libertadores. E o Tricolor ainda tem risco de Z-4

O Estado de S.Paulo

06 Outubro 2016 | 06h00

Corinthians e São Paulo, dois dos maiores clubes do País e que conquistaram nada menos do que 6 títulos do Campeonato Brasileiro nas últimas 10 edições, continuam patinando, e irritando seus torcedores, na edição de 2016 do maior torneio nacional. 

Nesta quarta-feira, no Itaquerão, a equipe alvinegra precisava dos três pontos contra o Atlético-MG para encostar no G-6, mas não saiu de um 0 a 0 com poucas emoções. No Recife, o time do Morumbi saiu na frente do Sport, mas levou mais um gol em bate-rebate dentro da área. Ficou ainda mais longe da primeira metade da tabela e mais uma vez não conseguiu se afastar da zona da degola.

O Corinthians chegou aos 42 pontos, no 8.º lugar. Faz um segundo turno abaixo da crítica. Se na primeira metade do campeonato a equipe conquistou 34 pontos em 19 jogos (terceira melhor campanha), nesta segunda parte está com o segundo pior desempenho, com 8 pontos em 10 jogos, à frente apenas do Santa Cruz, que só ganhou 5 pontinhos. 

O São Paulo não tem o que celebrar. Com o ponto que trouxe do Recife na bagagem, chegou aos 36 – 9 atrás do Atlético-PR, atualmente em sexto e último time na zona de classificação para a Copa Libertadores do ano que vem. Mas, se olhar para baixo, a equipe do Morumbi, que ocupa a 13.ª posição na tabela, está apenas cinco pontos à frente do Figueirense, primeira equipe na zona da degola.

EXPLICAÇÕES

Não faltam motivos para os rivais estarem passando por esse péssimo momento técnico. O Corinthians, que além do Brasileirão está nas quartas de final da Copa do Brasil (venceu a primeira partida das quartas de final contra o Cruzeiro, em casa, por 2 a 1), desde a saída de Tite para a seleção brasileira passou a oscilar demais. Jogadores foram negociados e a reposição foi feita com alguns atletas de centros menores – como o atacante Gustavo, que veio do Criciúma. 

Além disso, a diretoria alvinegra trouxe Cristóvão Borges, mas a passagem do treinador durou pouco menos de três meses e não deixou nenhum legado. Em seu lugar, a solução foi caseira: o auxiliar Fábio Carrille assumiu, mas até agora não venceu nenhuma no Brasileirão. 

Pelos lados são-paulinos, o cenário é praticamente o mesmo – saída de jogadores, chegada de reforços contestados e ainda a troca de treinadores. Desde o começo do ano, atletas como Alexandre Pato, Alan Kardec, Luis Fabiano, entre outros, deixaram a equipe. Após chegar à semifinal da Libertadores, o técnico Edgardo Bauza passou a ser especulado no comando da seleção da Argentina e voltou para seu país. Ricardo Gomes assumiu e passou a colecionar péssimos resultados. 

Entre os reforços, as apostas foram em sul-americanos. Chegaram o veterano zagueiro uruguaio Lugano, o lateral argentino Buffarini, os atacantes Cuevas (peruano) e Chávez (argentino) – nenhum capaz de conduzir o São Paulo a melhores momentos ainda nesta temporada. 

Há nove rodadas do final do Brasileirão, Corinthians e São Paulo terão quase uma semana até seus próximos compromissos – o Alvinegro encara o Santa Cruz e o Tricolor terá o clássico contra o Santos. Tempo suficiente para melhorar, ainda tentar buscar uma vaga na Libertadores e, desde já, começar a preparação para que a temporada de 2017 não seja tão tenebrosa.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.